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05/12/2018 - 23h25

Comissão do projeto Escola sem Partido volta a se reunir nesta quinta-feira

Vinicius Loures/Câmara dos Deputados
Reunião ordinária
Comissão suspendeu reunião desta quarta-feira devido ao início das votações no Plenário da Câmara

A comissão especial que analisa a proposta conhecida como Escola sem Partido (PL 7180/14 e outros) se reúne nesta quinta-feira (6) para tentar votar o relatório do deputado Flavinho (PSC-SP). A reunião está marcada para as 9 horas, no plenário 1.

Nesta quarta-feira (5), os deputados contrários ao projeto, apesar de estarem em menor número, conseguiram novamente obstruir o processo de votação. A reunião foi suspensa devido ao início da Ordem do Dia do Plenário da Câmara.

O presidente da comissão, deputado Marcos Rogério (DEM-RO), afirmou que vai continuar pautando a votação da proposta, mesmo com a obstrução dos deputados contrários ao projeto. "Há um processo de obstrução sistemático na comissão, o que é natural, faz parte do processo legislativo. Mas é papel do presidente da comissão conduzir os trabalhos com vista ao encerramento, com aprovação do texto ou rejeição deste", declarou.

Para o deputado Pr. Marco Feliciano (Pode-SP), que é favorável à proposta, só o fato de o projeto ser discutido já mostra que o texto é vitorioso na defesa da liberdade dos alunos. "O Escola sem Partido já venceu porque os alunos não se calam mais. Alunos que tinham sido constrangidos – nós passamos dois anos na Comissão da Escola sem Partido ouvindo casos, foram quase 500, de alunos e professores que foram cerceados dentro de sala de aula porque pensavam diferente de seus professores de esquerda", afirmou.

Já para a deputada Maria do Rosário (PT-RS), a proposta não traz nenhum benefício e ainda pode dificultar o trabalho dos professores. Ela destacou que a proibição de discutir certos assuntos em sala de aula, como violência sexual, pode prejudicar milhares de crianças em todo o País.

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"Quando a criança confia na professora e sabe que ela pode tratar qualquer assunto, pode perguntar ou contar, sobretudo nas séries iniciais, ela vai procurar ajuda dessa pessoa em quem confia", disse a deputada. "Agora, se tiver um cartaz escrito ali que tem temas que a criança não pode falar e que a professora não vai poder responder, as violências vão aumentar e os abusadores vão ficar impunes", disse a deputada.

Íntegra da proposta:

Reportagem – Karla Alessandra
Edição – Pierre Triboli

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