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04/09/2018 - 14h55

Bancada fluminense deve encaminhar recursos do orçamento para recuperar museu do Rio, diz Rodrigo Maia

Marcelo Camargo/Ag Brasil
Rodrigo Maia recebe o reitor da UFRJ  Roberto Leher
Maia e o reitor da UFRJ: discusão sobre a destinação de verbas para o museu por meio de medida provisória e de emendas ao orçamento

A bancada fluminense se reuniu nesta manhã (4) com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, para discutir soluções legislativas que possam ajudar na recuperação do Museu Nacional do Rio de Janeiro, destruído por um incêndio no domingo.

O reitor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), instituição responsável pela administração do museu, Roberto Leher, também participou do encontro com os parlamentares. Maia e Leher vão se reunir com o presidente Michel Temer para discutir a edição de uma medida provisória para direcionar recursos para restauração do museu.

Entre as propostas que foram debatidas na reunião, segundo Maia, está a criação de uma comissão externa integrada por órgãos de fiscalização para avaliar a situação dos museus do País. Ainda segundo o presidente, os parlamentares do estado devem destinar emendas de bancada com o mesmo objetivo.

“Reunimos a bancada, parlamentares de todos os partidos e visões distintas, mas com a certeza da unidade em relação às soluções que venham a ser encaminhadas pelo poder Executivo e aquilo que dependa a cada um de nós em relação ao orçamento de 2019”, afirmou Maia.

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Rodrigo Maia também afirmou que o governo, em razão do aumento constante das despesas obrigatórias, acaba cortando outras despesas. “O problema é que as despesas obrigatórias do governo crescem todo ano e sobra ao governo cortar despesas discricionárias e, muitas vezes, vai cortando na possibilidade da simples manutenção de um equipamento tão importante para o Brasil e para mundo”, disse o presidente.

O reitor da UFRJ, Roberto Leher, afirmou que o Brasil não tem uma política para conservação dos museus. “Inexiste uma política específica de apoio a prédios históricos, vinculados às universidades e aos museus”, lamentou. “Dentro das nossas possibilidades orçamentárias seguimos buscando formas de prevenção em diversas edificações na UFRJ”, explicou o reitor.

Comissão de Cultura
A presidente da Comissão de Cultura da Câmara, deputada Raquel Muniz (PSD-MG), informou que será encaminhado ao ministro da Educação, Rossieli Soares da Silva, um pedido de informação sobre as reduções orçamentárias sofridas pelas universidades federais nos últimos cinco anos.

O colegiado também quer conhecer os planos de ação do ministério para a manutenção dos museus no Brasil.

O deputado Jean Wyllys (Psol-RJ) defendeu um orçamento maior para a pasta da Cultura e a aprovação da PEC que amplia para 2% o orçamento da União para o setor. “Precisamos de uma política de estado da cultura nesse País. Aí, sim, vamos preservar os museus e seus patrimônios e evitar tragédias como essa que aconteceu no Rio de Janeiro, mas que aconteceu antes em São Paulo com o Museu da Língua Portuguesa, com o Instituto Butantã e outras”, afirmou.

Deputados de vários partidos também comentaram hoje, no Plenário, a destruição do acervo do museu.

Orçamento reduzido
O museu perdeu cerca de R$ 330 mil em 2017 em relação ao total usado em 2013, segundo dados da consultoria de orçamento da Câmara dos Deputados.

Em 2013, foi quase R$ 1 milhão em recursos públicos dos orçamentos dos ministérios da Educação e da Cultura. Já em 2017, o valor ficou em pouco mais de R$ 640 mil. Até agosto, o total pago neste ano ficou abaixo de R$ 100 mil.

O Museu Nacional é a mais antiga instituição científica e museológica do Brasil e completou 200 anos em junho. Seu rico acervo era composto por mais de 20 milhões de itens. O prédio, de grande valor histórico, foi sede principal da monarquia até a proclamação da República.

Reportagem – Luiz Gustavo Xavier
Edição – Natalia Doederlein

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Comentários

JOANA DARC ALBERNAZ DE SOUSA | 07/09/2018 - 14h34
Por que não fizeram isso antes? Agora que está tudo perdido querem se mexer??? Sem noção! Uma das prioridades era investir em segurança! Ato com certeza, criminoso!
IMOCIENE BARROS GONÇALVES | 05/09/2018 - 12h33
BOA TARDE, AGORA NÃO TEM MAIS O QUE FAZER. NÃO SE RECUPERA PERDA TOTAL. VIRAMOS UM PAÍS SEM IDENTIDADE E SEM HISTÓRIAS. E A CULPA É DE VOCÊS. ASSIM COMO A CULPA SERÁ DE VOCÊS SE ESSES VETOS DO SEU PRESIDENTE NÃO FOREM DERRUBADOS SOBRE A CATEGORIA DOS AGENTE COMUNITÁRIOS DE SAÚDE E D COMBATE A ENDEMIAS.