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03/09/2018 - 18h17

Incêndio no Museu Nacional é resultado do sucateamento das universidades federais, dizem especialistas

Integrantes do grupo de trabalho criado pelo presidente da Câmara para propor uma agenda para as instituições de ensino superior públicas no País se reuniram hoje pela primeira vez e citaram a destruição do museu como exemplo para as dificuldades do setor

Tomaz Silva/Agência Brasil
Bombeiros trabalham após incêndio no Museu Nacional
Bombeiros trabalham após incêndio no Museu Nacional

Na primeira reunião do grupo de trabalho criado em agosto pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia, para propor uma agenda para as instituições de ensino superior públicas no País, a destruição do Museu Nacional, no Rio de Janeiro, foi o exemplo usado para as dificuldades do setor. A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) é a responsável pelo museu.

O objetivo do grupo é apresentar propostas para a próxima legislatura que tratem principalmente, do financiamento da educação superior no País.

Para o coordenador do grupo, professor Roberto de Souza Salles, a destruição do museu é consequência do pouco investimento em educação.

"No caso do Museu Nacional, que é importantíssimo para história do nosso País e do mundo, o que nós tivemos lá foi o sucateamento que as universidades têm passado por restrição orçamentária e financeira, e isso levou à dificuldade de reparos no prédio do museu", destacou.

O grupo de trabalho se reuniu pela primeira vez nesta segunda-feira (03). O prazo para conclusão dos trabalhos é de 90 dias.

Orçamento
A reitora da Universidade Federal da Paraíba, Margareth de Fátima Diniz, integrante do colegiado, reafirmou que o maior desafio enfrentado pelas universidades públicas é a questão orçamentária.

Ouça esta matéria na Rádio Câmara

“Não há gasto para educação, há investimento para um País ser desenvolvido. Desde 2014 as universidades vêm perdendo parte dos seus recursos e é preciso que se priorize e se valorize tudo que se faz em educação superior neste País".

O grupo promete se reunir com diversas entidades ligadas às instituições de ensino superior para debater o tema nas cinco regiões do País, além de realizar encontros internos para a elaboração de um relatório final a ser entregue ao presidente da Câmara.

Reportagem – Luiz Gustavo Xavier
Edição – Geórgia Moraes

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Comentários

mirandajr | 11/09/2018 - 01h05
É absurdo orçamentos de 3 bilhões numa Universidade não ter a gestão adequada pra conservação e manutenção do é de sua responsabilidade e se esgotar na folha de pagamento às vezes. O Problema é quando reitores são ideologicos ou caras de Partido e desastroso se nas Universidades pÚBLICAS. aÍ hOSPITAIS uNIVERSITÁRIOS QUE ANTES EXEMPLARES VIRARAM PROBLEMAS SUCATEADOS COM os tais dos ipser ou coisa que o valha imagine Museus que na verdade tem que sair urgente do ambito de Universidades pq isso não vai dar certo pelo sucateamento como será exemplo pra sempre o Museu Nacional.
Heldomiro Machado de Carvalho | 04/09/2018 - 08h07
A verdade é dura mas deve ser ESCRITA: a administração pública, aí incluo os institutos e universidades federais, está abarrotada de administradores INCOMPETENTES e incapazes de bem utilizar os recursos públicos. Gastam os recursos em projetos desnecessários e deixam a infraestrutura por conta da "sorte". No caso do Museu Nacional, em um país sério, os administradores seriam afastados imediatamente de suas funções, até que as responsabilidades fossem apuradas.