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10/07/2018 - 14h59

Deputados dizem que teto de gastos inviabiliza Plano Nacional de Educação

Em audiência pública na Comissão de Educação da Câmara, deputados destacaram que o sucateamento das universidades públicas vai contra o que prevê o Plano Nacional da Educação, aprovado em 2014 pelo Congresso. “Com PEC do Teto de Gastos, não tem Plano Nacional de Educação, que foi para a lata do lixo”, disse Glauber Braga (Psol-RJ), um dos parlamentares que pediu a realização do debate.

O PNE prevê, por exemplo, que as novas matrículas no ensino superior se deem 40% no segmento público. Em 2014, este índice era de cerca de 5%. O PNE prevê também que o investimento em educação pública seja de 10% do Produto Interno Bruto até 2024. Hoje esse investimento é de 5% do PIB.

“A meta 12 do PNE estabelece que até 2024 haja 12 milhões de estudantes matriculados no ensino superior, pelo menos 4 milhões em instituições públicas. Isso requer investimento triplicado em relação ao que temos hoje”, afirmou o deputado Leo de Brito (PT-AC). Segundo ele, 170 milhões de estudantes estão se evadindo da universidade por conta de problemas sociais.

Já a deputada Erika Kokay (PT-DF) defendeu, para combater o sucateamento das universidades públicas, que a oposição não vote a proposta de Lei de Diretrizes Orçamentárias, já que o texto inclui previsão de congelamento de salários; impedimento de novas contratações no serviço público; e redução de 10% investimentos nas despesas de custeio.

Reportagem – Lara Haje
Edição – Wilson Silveira

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