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11/04/2018 - 18h48

Relator do projeto “Escola sem Partido” critica doutrinação política

Michel Jesus/Câmara dos Deputados
Reunião sobre o Pl 7180/2014
Convidados lembraram que o projeto não estabelece sanção contra professores, mas apenas orienta os alunos sobre seus direitos

O relator da comissão especial que analisa o projeto de lei da chamada Escola sem Partido (PL 7180/14), deputado Flavinho (PSC-SP), afirmou na última terça-feira (10), durante audiência pública, que a doutrinação política é um problema que existe no sistema educacional do país e que seu relatório pretende propor soluções para essa realidade. O deputado deve apresentar seu parecer até o final do mês de abril.

O deputado Sóstenes Cavalcante (DEM–RJ) destacou a importância do projeto e do debate que hoje acontece, segundo ele, em todas as câmaras municipais e assembleias legislativas pelo Brasil. Kim Kataguiri, fundador do Movimento Brasil Livre (MBL), disse que o projeto não cria nenhum tipo de sanção, nem novas obrigações para os professores. “Só esclarece para o aluno os direitos que ele tem e os deveres do professor”, destacou.

A professora Silvana Monteiro, da rede municipal de Campinas, São Paulo, destacou a importância do projeto. “Estou trabalhando para defender uma escola sem partido, para que haja pluralidade na educação”, afirmou.

Antonio Carlos da Fonseca Fallavena, presidente do Centro de Estudos, Projetos e Ações Comunitárias (Cepac), falou que a partir do surgimento do Projeto de Lei 7180/14 foi possível fiscalizar o funcionamento das escolas e saber se elas estão cumprindo a função de ensinar.

Foram convidados para o debate, mas se recusaram a participar alegando motivos pessoais e profissionais, a promotora de justiça do Distrito Federal, Kátia Gisele, e o professor Daniel Macedo, da escola estadual Lúcio José Ribeiro, de Alagoas.

A Comissão deverá realizar mais duas audiências públicas antes da apresentação do relatório.

Íntegra da proposta:

Reportagem – Márcia Torres
Edição – Roberto Seabra

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Comentários

Rosa Marli Miihlstedt | 31/10/2018 - 20h37
Sou imensamente favorável a aprovação do projeto escola sem partido, acredito que as escolas são pra aprender português, matemática, história, geografia, estudos sociais e assim deixar a parte ideológica para ser discutida fora da escola.
Erasmo Neto | 13/04/2018 - 07h54
As unidades funcionais de educação se renovam a cada nova geração que,enfrenta os velhos paradigmas até usando a violência contra professores que,necessitam de reeducação.O Brasil pode não ter registro de marcas e patentes para explorar o comercio das tecnologias de comunicações.Oferece condições para comprar aparelhos de ultima geração.Os jovens assim como os velhos se quiserem podem apreender como usar.As informações são transmitidas na velocidade da luz.Não temos diplomas, podemos nos tornar autodidatas;discernimento para desbancar os articuladores cheios de vaidade se fazendo de vitimas?
Erasmo Neto | 12/04/2018 - 13h50
Todos nós somos doutrinados.O problema é quando interpretamos errado as doutrinas.Nós só evoluímos nas comunicações que nos informam as atitudes individuais e coletivas.Cada salto evolutivo é codificada nova doutrina para entendermos.Ex:Pitágoras codificou com 7 símbolos as notas musicais; os hindus sistema numérico de base 10,Jesus de Nazaré ensina o alfabeto fonético para as palavras escritas,Allan Kardec ensina o modelo cientifico que,levou 18 séculos para a construção da linguagem cientifica?Criado o Estado laico,funcionários públicos através dos concursos;derrota dos indicados?Religião?