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17/02/2016 - 23h13

Aprovada em 1º turno PEC que autoriza universidade pública a cobrar por curso lato sensu

Deputados retiraram do texto a possibilidade de cobrança pelo mestrado profissional

Ananda Borges/Câmara dos Deputados
Sessão Deliberativa Extraordinária
Plenário também aprovou possibilidade de universidades públicas cobrarem por cursos de extensão

O Plenário da Câmara dos Deputados concluiu, nesta quarta-feira (17), a votação da Proposta de Emenda à Constituição 395/14, do deputado Alex Canziani (PTB-PR), que permite às universidades públicas cobrar pela pós-graduação lato sensu. A matéria precisa ser votada ainda em segundo turno.

Na votação desta quarta-feira, os deputados retiraram do texto a possibilidade de cobrança pelo mestrado profissional. A exclusão desse ponto constava de destaque do DEM, aprovado por 445 votos a 10. O PCdoB e o PDT apresentaram destaques no mesmo sentido.

O texto-base da PEC – um substitutivo da comissão especial, de autoria do deputado Cleber Verde (PRB-MA) – foi aprovado em outubro de 2015, por 318 votos a 129, mas desde então faltavam ser votados os destaques.

Segundo o texto, o ensino público superior de graduação e de pós-graduação acadêmica continua gratuito, mas as instituições poderão cobrar pelos cursos de extensão e de pós-graduação lato sensu.

A exceção será para os programas de residência (em saúde) e de formação de profissionais na área de ensino, que continuarão gratuitos.

Em qualquer situação, deverá ser respeitada a autonomia universitária, ou seja, a universidade decidirá se deseja ou não cobrar pelos cursos.

Discussão no Supremo
Segundo o autor da proposta, várias universidades já oferecem cursos lato sensu e cobram por isso. De acordo com Canziani, com a retirada do mestrado profissional da possibilidade de cobrança será possível avançar na votação da matéria e “permitir que as universidades públicas continuem a cobrar pela pós-graduação lato sensu, trazendo importante fonte de recursos”.

O assunto da cobrança pela pós-graduação lato sensu foi parar no Supremo Tribunal Federal porque o Ministério Público tem contestado a cobrança com base no argumento de que a Constituição prevê a gratuidade do ensino público oficial para todos os níveis.

Acordo com associação
Para o deputado Cleber Verde, a aprovação do texto vai encerrar processos judiciais que questionam a cobrança já feita por universidades públicas.

Segundo a deputada Professora Dorinha Seabra Rezende (DEM-TO), a posição da Associação Nacional dos Dirigentes das Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) foi a favor da retirada do mestrado profissional daqueles que poderão ser cobrados. “A retirada do mestrado profissional fez parte de um acordo com as universidades, que também precisam de reforços de dotações para funcionar com qualidade. O destaque procura melhorar esse aspecto da PEC”, afirmou.

Para a deputada Alice Portugal (PCdoB-BA), a PEC quebra o princípio da gratuidade do ensino público. “O destaque aprovado reduz um dano que seria o sinal de que o mestrado profissional pago teria o mesmo valor [de titulação] do mestrado acadêmico”, disse.

Íntegra da proposta:

Reportagem – Eduardo Piovesan
Edição – Pierre Triboli

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Comentários

Gaspar | 23/08/2016 - 23h57
Pelo amor de Deus gente, leiam o texto da PEC antes de sairem criticando e escutando a mídia. O texto quer cobrar só e unicamente pós-graduação Lato Sensu, também conhecida como profissionalizante. Os cursos de stricto sensu continuam gratuitos, que compreendem mestrado e doutorado. Parem de ficar acreditando em todo o sensacionalismo que a mídia impõe a vocês, e leiam as propostas adequadamente antes de sairem defendendo esse ou aquele lado.
victor | 04/08/2016 - 12h38
Pós-graduação NÃO é curso profissionalizante como sugeriu Mendonça Filho, defensor dessa ideia -.-' Faculdade em si visa pesquisa e desenvolvimento de conhecimento! Um local de produção de novas tecnologias ... O último privilegiado é o formando, em primeiro lugar, a sociedade é a privilegiada pelas novas teses, que permitirão seu progresso nas mais diversas áreas! Limitar seu acesso é descartar milhares de teses formuladas com uma pluralidade incontável de concepções de mundo. É de forma direta, limitar e retardar o progresso de toda a sociedade
thais thá | 31/07/2016 - 16h43
A esquerda tem nesta PEC a resposta ao que sempre bradaram, que as Universidades Públicas deveriam cobrar das elites, o direito de lá estudarem, pois elas são para o povo. Agora decidiram ; e oque aconteceu? Quem é elite? Todo mundo dança, direitos são universais. Antes de gritar por alguma coisa pense primeiro!
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