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27/07/2012 - 10h14

Comissão especial vai propor um novo modelo para o ensino médio no País

Para deputado, sistema atual não atende às demandas da economia nem às expectativas dos jovens.

TV Câmara
Educação - Geral - Ensino Superior
Atualmente, apenas 44% dos alunos que entram na educação básica concluem o ensino médio.
A cada 100 alunos que entram no ensino fundamental, apenas 44 continuam nos bancos escolares até o ensino médio. Desses 44, metade abandona as salas de aula e somente 12 chegam à universidade, conforme dados coletados no ano passado pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Um dos principais motivos para esses índices, segundo o deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), é a inadequação do ensino médio à realidade dos jovens. Uma comissão especial da Câmara pretende ajudar a resolver o problema.

Instalada no dia 23 de maio, a Comissão Especial da Reformulação do Ensino Médio reúne até o momento 24 deputados de 13 partidos para encontrar um modelo melhor para a última fase da educação básica no País. “O problema é que o modelo atual é uma etapa meramente intermediária para que aluno possa chegar à universidade. Por isso, não responde às demandas da economia brasileira nem às expectativas de nossos jovens”, argumenta Lopes, que preside o grupo.
Reinaldo Ferrigno
Reginaldo Lopes
Reginaldo Lopes: o ensino médio virou um mero preparatório para o vestibular.

O relator, deputado Wilson Filho (PMDB-PB), explica que o colegiado deve realizar, a partir de agosto, reuniões com o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, com técnicos da pasta, secretários de educação, gestores de centros de ensino, pesquisadores nacionais e estrangeiros, além de representantes de entidades que atuam na área. Um relatório preliminar, a ser elaborado até novembro, deverá nortear discussões a respeito do tema em diversos estados. A ideia é que o grupo chegue a uma proposta de alteração da legislação atual sobre o ensino médio até o final do próximo ano.

Conteúdos obrigatórios
Amanda Feitoza é aluna de uma grande escola em Brasília, o Setor Leste. A menina, que pretende estudar medicina, reclama das aulas de física: “Não vou usar essa disciplina para nada, tenho certeza de que isso não fará parte do meu futuro profissional”. Para Roger Vila Nova, colega de Amanda, o problema está nas aulas de química: “Além de não entender todo o conteúdo, sei que nunca irei usá-lo”.

As queixas não são isoladas e boa parte dos estudantes não entende o porquê de determinados conteúdos escolares serem obrigatórios. O problema é que nem todos os alunos pretendem frequentar um curso superior e, além disso, muitas matérias são imediatamente esquecidas após a entrada na universidade. “O conflito aumenta a cada dia: a carga horária é intensa e a maior parte do conteúdo vira uma grande decoreba. Consequência disso é o desinteresse cada vez maior pelo ensino médio”, avalia o doutor em Educação e professor da Universidade de Brasília (UnB) Remi Castioni.

Leonardo Prado
Wilson Filho
Wilson Filho: comissão deve elaborar no ano que vem um projeto de lei sobre o assunto.

Uma saída possível é a estruturação das aulas a partir de áreas de conhecimento, como ciências, cultura, tecnologia e esporte. Cada estudante deveria, portanto, escolher a sua área de interesse, que seria priorizada na grade horária, sem deixar de lado os outros conteúdos. A medida já é implementada, com particularidades, em outros países, como a França, e recebe elogios de alguns alunos, como a Amanda: “A partir do momento em que escolhemos o que vamos estudar, damos valor para aquilo”.

A opção, no entanto, não é unânime. O professor de história Luiz Guilherme Batista acredita que a segmentação do ensino médio pode diminuir a qualidade do aprendizado e, pior, limitar as escolhas profissionais dos estudantes. “Um adolescente não pode definir com 15 anos o que será para o resto da vida. O atual ensino, apesar de seus defeitos, permite que o aluno tenha a chance de fazer uma opção mais ampla. Se ele não tiver acesso a informações gerais em boas aulas, que chance terá de gostar de filosofia, por exemplo?”, questiona.

Reportagem – Carolina Pompeu
Edição – Marcelo Oliveira

A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura 'Agência Câmara Notícias'



Comentários

moises duarte | 02/08/2012 - 23h58
e ou as crianças, adolescentes.etc.ficarem também longe do LIXÃO como é mostrado algumas crianças, bebês, adolescentes.etc.vivendo e catando coisas para-SUB-SUB SISTIREM-lá no mesmo LIXÃO. etc.tudo isto é mostrado na novela”AVENIDA-BRASIL”REDE GLOBO-MAIO-2012-.etc. - pois é nesta idade e até mesmo lá no útero e depois durante até os 06, 07, 08, 09 anos de idade é que está sendo formada as suas personalidades para sempre, pois, os se us SUBCONSCIENTES SUBLIMINARES CRENÇAS.etc.estão á serem preenchidos,
moises duarte | 02/08/2012 - 23h54
pois os seus pais, mães, avôs,.etc.vão trabalhar tranquilo e felizes pois sabem aonde estão as suas maiores JÓIAS, TESOUROS.etc.isto é, os seus filhos, os seus netos.etc., - pois estão tudo e todos os seus filhos, netos.etc.durante o dia inteiro pois estão tudo e todos longe de todos os tipos de bandidagens, traficantes, drogas, pedófi los, prostituições, cigarros, bebidas al coólicas, gangues, violências, assassina tos, assaltos. etc. - e ou as crianças, adolescentes.etc.ficarem também longe do LIXÃO
moises duarte | 02/08/2012 - 23h53
e então cabe á cada uma das lideranças elites parlamentares líderes religiosos sin dicatos entidades orgãos.etc.brasileiras fazer como também cada um das--brasilei ras---CRIANÇAS/ADOLESCENTES/PROFESSORAS felizes e contentes em ESCOLAS NORMAIS E PROFISSIONALIZANTES EM TEMPO INTEGRAL.etc. - mas com as suas CRIANÇAS ADOLESCENTES PROFESSORAS felizes e contentes como das 07 ás 12 hs.normais e das 14 ás 18 hs, EDUCAÇÃO FÍSICA, GINÁSTICAS, ESPORTES, XADREZ, NATAÇAO, MÚSICA, TORNEIOS ENTRE ESCOLAS, e inclusive a tal ALFABETIZAÇÃO/EDUCAÇÃO-FINANCEIRA/ECONOMICA-.etc.-NICHOS-EMPREENDEDORISMOS-.etc
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