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29/05/2018 - 16h33

Representantes dos caminhoneiros divergem sobre o fim da greve

Da tribuna do Plenário, Wanderlei Loureiro Alves, conhecido como Dedéco, anunciou, durante a comissão geral realizada na Câmara dos Deputados nesta terça-feira (29), que está mantida a greve dos caminhoneiros autônomos. “Se o caminhoneiro decidir que não há acordo, continua”, disse, pedindo apoio à população. Segundo ele, apesar dos bloqueios, o tráfego de cargas essenciais, como remédios e combustíveis, tem sido liberado pelos manifestantes.

Dedéco, ligado aos “cegonheiros” do Paraná, afirmou que controla 128 grupos de caminhoneiros nas redes sociais, onde também se apresenta como pré-candidato a deputado federal pelo Podemos. “Está tudo 100% parado”, declarou, lembrando que em 2017, durante reunião da Comissão de Direitos Humanos do Senado, fez um alerta sobre o aumento de PIS/Cofins sobre o diesel. Naquela época, cerca de 15 dias após o decreto do governo, havia 32 pontos de bloqueio nas rodovias brasileiras.

Já o presidente da Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), José da Fonseca Lopes, criticou a manifestação de Dedéco. “Estou estarrecido”, afirmou, questionando a liderança do adversário sobre a categoria. “O verdadeiro caminhoneiro reconhece e apoia o acordo feito com o governo”, destacou. “Vim pedir ação rápida para acabar com a infiltração no movimento, para acabar com essa pouca vergonha. Se não for resolvido até o feriado, aí é que o Brasil vai pegar fogo.”

O deputado Evandro Gussi (PV-SP) também criticou a manifestação de Dedéco. “Não dá ouvir de maneira indiferente alguém que diz, sem qualquer autoridade para tanto, que está permitindo ou bloqueado o direito de ir e vir. É crime e incitação de crime de constrangimento ilegal, um verdadeiro passeio pelo Código Penal.”

Confira como foi a comissão geral no canal oficial da Câmara no YouTube