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06/02/2018 - 19h06

Relator muda texto da reforma da Previdência para conseguir apoio da bancada da segurança pública

Objetivo é chegar aos 308 votos de deputados necessários para aprovação. Já a oposição realiza manifestação contra a proposta na Câmara e promete obstrução

O relator da reforma da Previdência em análise na Câmara dos Deputados (PEC 287/16), deputado Arthur Oliveira Maia (PPS-BA), anunciou nesta terça-feira (6) mudança no texto para favorecer policiais e conseguir mais votos à proposta.

A nova alteração beneficia viúvo ou viúva de policial morto em ação, que passa a receber pensão integral e não mais um percentual do salário, como na versão anterior. A mudança busca conseguir mais votos de deputados da bancada da segurança pública e valeria para cônjuges de policiais rodoviários federais, policiais federais e policiais civis. Policiais militares estão fora da reforma da Previdência. 

Luis Macedo/Câmara dos Deputados
Reunião da frente parlamentar mista em defesa da previdência
Manifestação na Câmara reuniu deputados, senadores, movimentos sociais e sindicatos contrários à reforma da Previdência

“Eu não sei se caso essa PEC não seja aprovada, se o próximo presidente da República será tão condescendente como nós. Penso que os policiais devem refletir bastante", disse Oliveira Maia, ao lembrar que a bancada da segurança pública afirma ter cerca de 21 deputados.

A estimativa do governo é que haja 275 votos a favor da reforma. Com a nova mudança, o total chegaria a 296, 12 a menos que os 308 para aprovação em primeiro turno.

Oliveira Maia dever apresentar a nova versão do texto, com as mudanças sobre os policiais nesta quarta-feira (7). Ele já havia dito que não adianta fazer mudanças na PEC sem a contrapartida de mais votos favoráveis nas bancadas. “Temos de aprovar uma reforma que caiba dentro da condição política que o Congresso vive neste momento”, afirmou.

Obstrução tota
l
A nova mudança não altera a posição dos deputados contrários à reforma da Previdência. Durante a tarde desta terça-feira (6), movimentos sociais, entidades sindicais e parlamentares se reuniram na Câmara para criticar a PEC.

“Nós da bancada do PT entraremos hoje já em obstrução total. Vamos obstruir toda pauta de funcionamento da Câmara enquanto nós não tivermos derrotado definitivamente a reforma da Previdência", disse o líder do partido, deputado Paulo Pimenta (RS).

Participaram do ato, deputados e senadores da Frente Parlamentar Mista em defesa da Previdência, movimentos como de Trabalhadores sem Teto (MTST) e centrais sindicais como a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e a Central de Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB).

Íntegra da proposta:

Reportagem - Tiago Miranda
Edição - Geórgia Moraes

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Comentários

osvaldo santos | 02/09/2018 - 06h20
privilegiados mesmo são nossos representantes que se tornam ricos com tantos auxílios e benefícios sem contar com seus super autos salários. esse papo que policias estão sendo privilegiados é um grande mentira, só quem exerce a função pode comentar do fato de ser um trabalho diferenciado. o trabalhador comum não tem restrições por ser pedreiro ou outra profissão, o policial além do estresse no serviço ainda tem que andar se escondendo no dia de folga por ser policial. mas a falta de empatia é muito grande. venham ser policiais, se tornem policiais e depois opinem quem realmente tem privilegio
MARCO ANTÔNIO DE OLIVEIRA | 07/02/2018 - 20h06
Caro José Manoel, essas classes que você sitou não possuem privilégios. Eles sim têm altos salários, auxílios variados, recessos parlamentares, recesso forense. Destroem o país com tantos benefícios e não fazem nada por nós( deputados e senadores). O DEPUTADO MINEIRO QUE FOR FAVORÁVEL À ESSA REFORMA VAI SOFRER AS CONSEQUÊNCIAS NAS URNAS.
MARCO ANTÔNIO DE OLIVEIRA | 07/02/2018 - 19h59
Policiais ou outro funcionário público não trabalha menos que ninguém. Toda a população cumpre constitucionalmente as horas de trabalho, seja ele policial, quem trabalha na indústria, no comércio. Isso de funcionário público trabalhar pouco e ganhar muito é conversa fiada desse Michel Temer(tenho nojo da cara desse sujeito), que também foi funcionário público e deve falar por ele. Todos nós pagamos nosso salário, eu também pago impostos, contribuo para a previdência, não jogue conversa fora, si não tem argumento plausível fique calado. Existe pensão por morte para segurados do INSS.