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02/01/2018 - 19h43

Líderes da base governista vão priorizar reforma da Previdência em 2018; oposição é contra

Partidos da base aliada ao governo Temer consideram a proposta essencial para equilibrar as contas públicas; oposição alerta sobre perda de direitos

A reforma da Previdência (PEC 287/16), cuja votação está marcada para 19 de fevereiro, deve ser o principal tema em análise no Plenário da Câmara dos Deputados em 2018. Essa é a opinião tanto de líderes de partidos da base do governo, que defendem a medida como necessária para equilibrar as contas do País; quanto os da oposição, que alertam sobre a retirada de direitos e querem evitar a aprovação da proposta.

O líder do PMDB, deputado Baleia Rossi (SP), defendeu o discurso do presidente Michel Temer de que a reforma é um projeto de Estado e não de governo. “A verdade é que todos sabem que a reforma é necessária para o País e alguns fazem politicagem com ela. Essa votação vai ser muito importante para continuar o ajuste fiscal e mostrar a responsabilidade que se tem com as contas públicas”, disse o deputado.

Na opinião do líder do PP, deputado Arthur Lira (AL), as reformas são necessárias para o Brasil se adequar a uma realidade mundial. “O Brasil não pode ficar à margem do mundo e da América Latina. O Congresso tem responsabilidade nesta pauta e a nossa bancada estará firme e unida na luta para conseguir diminuir essas distorções no ano de 2018”, declarou.

Já para o líder do PSB, deputado Júlio Delgado (MG), o governo Temer não tem legitimidade para apresentar a reforma da Previdência e o assunto deve ficar para o próximo governo a ser eleito em 2018. “A nossa tarefa é continuar segurando e evitando que se vote uma reforma da Previdência que, neste momento, fica comprometida”, disse.

Essa é a mesma opinião do líder do PDT, deputado Weverton Rocha (MA). “Nosso projeto prioritário é enterrar de vez o debate da reforma com o Temer”, afirmou. A líder do PCdoB, deputada Alice Portugal (BA), disse que o partido também irá batalhar para impedir a votação do texto “cruel e fiscalista, que retira o direito de aposentar” de parte da população.

Reforma tributária
Outro foco dos debates, de acordo com os líderes, é a reforma tributária. Uma proposta em debate na Câmara, relatada pelo deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR), busca simplificar e reduzir a regressividade do sistema (mais tributação dos mais pobres e menos dos mais ricos).

Para o líder do PT, deputado Carlos Zarattini (SP), a reforma tem de mudar os impostos no Brasil. “Cobrando menos dos mais pobres e da classe média e aumentando o imposto para os multimilionários que dominam o Brasil”, declarou.

O líder do PPS, deputado Arnaldo Jordy (PA), disse que a reforma tributária deve caminhar junto com um rearranjo do modelo federativo de repartição de receitas entre União, estados e municípios. “Precisamos dessas duas reformas para ajustar essa deformação do modelo federativo brasileiro que sacrifica estados e municípios”, afirmou.

Segundo o líder do DEM, deputado Efraim Filho (PB), a reforma tributária e a agenda econômica serão as prioridades do partido para o ano que vem.

Na opinião do líder do Psol, deputado Glauber Braga (RJ), para a questão tributária ser revista de forma “verdadeira”, é essencial se regulamentar a tributação sobre grandes fortunas, como prevê a Constituição.

Outros debates
Os líderes ainda apresentaram outras questões a serem debatidas, como a revisão da reforma trabalhista (MP 808/17), a discussão de propostas ligadas à pauta ambiental e a reversão da curva do desemprego no País.

Um consenso entre os parlamentares é concentrar esforços na agenda legislativa no primeiro semestre. Isso porque as eleições gerais em outubro de 2018 devem esfriar o ritmo de votações na Casa, a partir de agosto.

Saiba mais sobre a tramitação de PECs

Íntegra da proposta:

Reportagem – Tiago Miranda
Edição – Pierre Triboli

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Comentários

keila faria | 18/01/2018 - 17h47
Bom Senhores Deputados,que tem seu salário merecido, mas nos POVO não aceitaremos essa reforma da previdência, pois se põem no lugar de quem mora no campos depende da Natureza para conseguir seu plantios e colheitas,nem sabe do dia do amanhã que poderá ter prejuízos que sempre tem, Daqueles que recebem 1 salário minimo e ainda trabalham 9 horas por dias,e aquele que conseguem fazer horas extras para conseguir comprar algo tão sonhado.Se os Senhores votarem a favor, podem preparar, que terá sim uma Revoluçao contra essa Casa do Congresso
Marco | 18/01/2018 - 16h57
Essa reforma, se necessária, deverá ser discutido no próximo governo! Muitas coisas precisam ser esclarecidas! A conta por eventual rombo na previdência não pode e não deve ser jogada nas costas dos servidores públicos e muito menos deve recair sobre os ombros dos trabalhadores pobres deste País! Espero que os atuais deputados enterrem essa maldita PEC 287/16 para que outra seja elabora a partir de 2019, se for o caso! Chega de favorecimento aos poderosos do Brasil! P.S. Cícero, para de defender o que é indefensável! Esse texto elaborado pelo governo, que você defende, não engana ninguém.
Paulo Rogerio | 18/01/2018 - 12h08
Srs. Deputados, É normal, na campanha eleitoral o candidato ir à suas bases e “patrocinarem” seus cabos eleitorais, normalmente pessoas formadoras de opinião, para buscarem votos para o candidato. Entretanto, nessa campanha que se aproxima, o que vamos ver são pessoas comprometidas em desmascarar e tirar votos de determinados candidatos, principalmente aqueles que votaram contra o POVO TRABALHADOR BRASILEIRO” na Reforma Trabalhista, nas denúncias contra Michel Temer, dando maior destaque aos que votarem a favor da Reforma da Previdência. Por isso pense bem, no dia 19, diga não à Reforma!!!