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11/12/2017 - 13h16 Atualizado em 11/12/2017 - 18h20

Rodrigo Maia diz que reforma da Previdência pode ser votada na próxima semana

“Não é fácil votar”, afirma o presidente da Câmara. Já o futuro coordenador político do governo Temer, deputado Carlos Marun, diz estar otimista com a aprovação da proposta

Luis Macedo/Câmara dos Deputados
Ordem do dia para discussão e votação de diversos projetos. Presidente da câmara dep. Rodrigo Maia (DEM-R)
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, durante sessão do Plenário

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, afirmou nesta segunda-feira (11) que, se houver os votos necessários, colocará a reforma da Previdência (PEC 287/16), na pauta do Plenário na semana que vem, a partir de terça-feira (19).

Reconhecendo que o prazo é curto, Maia disse que ele e o governo estão trabalhando para avaliar as condições para analisar a proposta antes do recesso. “Não é fácil votar”, disse.

Rodrigo Maia voltou a defender o diálogo e informou que até quarta-feira (13) a base aliada ter uma sinalização mais clara sobre o apoio ao texto. São necessários pelo menos 308 votos, em dois turnos de votação.

“O presidente Michel Temer vai reunir líderes para fazer a contabilidade, ver onde estão os problemas para conseguir os 308 votos. Temos que trabalhar em dobro para gerar em condições para colocar em votação na próxima semana”, disse o presidente da Câmara após participar, em São Paulo, de evento do Conselho Superior do Agronegócio.

Um dos atuais vice-líderes e futuro coordenador político do governo Temer, o deputado Carlos Marun (PMDB-MS) disse estar otimista com a aprovação da proposta. “É crescente o número de apoios a favor da reforma, talvez não a quantidade que precisamos, mas é crescente”, afirmou.

Gilmar Felix / Câmara dos Deputados
Homenagem a Dom Pedro II
O deputado Carlos Marun, durante entrevista

“A Previdência, hoje, é um Robin Hood ao contrário, que tira recursos dos pobres para dar aos ricos. Eu quero saber é quem vai se mostrar contrário à reforma na hora da votação”, continuou.

Marun assume na quinta-feira (14) o cargo de ministro-chefe da Secretaria de Governo. Ele substitui o deputado Antonio Imbassahy (PSDB-BA), que retorna à Câmara.

Oposição
O líder do PT na Câmara, deputado Carlos Zarattini (SP), criticou a pressão que o governo está fazendo sobre os parlamentares. Segundo ele, a oposição articula com movimentos sociais e sindicais uma ação nacional para tentar barrar a reforma da Previdência e também constranger deputados em suas bases.

“Não é o momento de se fazer a reforma. É uma reforma prejudicial, que está retirando direitos do povo brasileiro”, disse Zarattini. “Queremos que o governo prove que vai retirar privilégios”, continuou o deputado, questionando a principal alegação do Planalto ao defender a proposta.

Em pauta
Segundo Rodrigo Maia, mesmo se não for analisada neste ano, a reforma da Previdência não vai sair da agenda da Câmara. “O nosso papel é construir condições para que estados, união e municípios possam investir na melhoria de qualidade de vida das pessoas e isso só vai acontecer quando vencermos essa pauta”, avaliou.

“Trabalho para que acabe neste ano, esse é meu empenho. Não é fácil, mas há um consenso dos que entendem de contas públicas que, sem a reforma da Previdência, vamos para o colapso fiscal”, continuou. “Tenho certeza de que isso não é bom para nenhum brasileiro.”

Na mesma linha, o futuro ministro Carlos Marun disse que, se não for votada neste ano, a reforma será retomada em 2018. “Isso não sai mais da pauta, é uma necessidade para o País”, afirmou. “A economia está dando sinais de recuperação em função das expectativas que foram criadas.”

Íntegra da proposta:

Reportagem - Luiz Gustavo Xavier e Antonio Vital
Edição - Ralph Machado

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Comentários

JOSÉ MARQUES DA SILVA | 12/12/2017 - 17h54
COMENTÁRIO PARA HISTÓRIA DO PIOR PARLAMENTO BRASILEIRO DE TODOS OS TEMPOS. Votarão sim pois haverá o JOGO DO GREMIO 9e o Brasil estará assistindo) E TAMBEM é final de ano , quando as pessoas viajam e nada acompanham de política ! atitudes covardes que constam como ato legal desta República que está de costas para o povo . E o detalhe de que no dia do jogo anterior do GREMIO aprovaram isenções fiscais para petroleiras estrangeiras e anistia de multas . que patifaria ....depois retiram 10 reais do trabahador e falam de um DEFICIT NA PREVIDENCIA .... PÍFIO! PPHB(pior parlamento da hist. do BR)
Eliel | 12/12/2017 - 16h11
É de estranhar esta obsessão toda do governo para fazer a Reforma. Se a mesma tivesse para os hospitais, escolas, creches etc...Contudo,o argumento nunca muda...."ah que vai sobrar mais dinheiro para isto ou aquilo". Sabemos que é ladainha pura. Por que não há pressa em aumentar a competição dos bancos, abrindo mais espaços para outros bancos atuarem no Brasil. Muitas bandeiras de bancos, mais competição , menores taxas para empréstimo, mais o empresário tomará emprestado para investir, mais o povo, aumentarão as contratações, maior a arrecadação do INSS. Dr. Ilan e Dr. Meirelles sabem disto.
Erasmo Neto | 12/12/2017 - 11h33
Debate sem base coerente é discurso vazio.O povo tem conhecimento dos mecanismos usados para satisfazer grupos sociais e movimentos sociais incluídos nas imunidades tributarias?Nós povo temos condições de fiscalizar estas organizações paraestatais?Segundo a bíblia;Adão e Eva concordaram com a serpente que em progressão geométrica virou Dragão no apocalipse.As serpentes injetam veneno para contaminar;dragões queimam para eliminar provas?"O plantio é livre, acolheita é obrigatória"."Conhece a ti mesmo".O véu milenar dos segredos;não consegue mais cobrir diante da luz?A evolução regride?