Ir para o conteúdo. | Ir para a navegação

20/11/2017 - 16h17

Rodrigo Maia vê riscos para o País se não houver reforma da Previdência

“Fazer a reforma da previdência significa garantir o valor da moeda e o respeito às pessoas que ganham menos”, disse o presidente da Câmara, ao participar de debate em Porto Alegre

J.Batista/Agência Câmara
Rodrigo Maia durante debate em Porto Alegre
O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, no debate

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, voltou a defender a aprovação da reforma da Previdência (PEC 287/16) para superar a crise fiscal por que passa o País. Segundo ele, se a mudança nas regras para aposentadoria não for feita, o Brasil enfrentará situação adversa no futuro, com impactos na dívida pública e na inflação.

“Fazer a reforma da previdência significa garantir o valor da moeda e o respeito às pessoas que ganham menos”, disse o presidente da Câmara, ao participar de debate, nesta segunda-feira (20), em Porto Alegre.

Maia afirmou que o atual sistema previdenciário é injusto por só permitir que os mais pobres se aposentem aos 65 anos, enquanto os que ganham mais podem se aposentar, em média, aos 55. Ele avaliou que a Previdência Social será o principal tema a ser enfrentado pelos candidatos à Presidência da República no próximo ano.

“Como alguém vai poder entrar em 2018 prometendo uma saúde melhor, uma segurança melhor, se não olhar com seriedade o que é reformar o Estado? Se a reforma da Previdência não for aprovada, vai inviabilizar o País”, afirmou.

Investimentos privados
O presidente da Câmara destacou ainda a importância de se construir um arcabouço legal para garantir o investimento do setor privado no País. Ele citou como exemplo a necessidade de aprovar proposta que permita ao setor de construção civil voltar a gerar empregos.

“O setor da construção civil foi destruído pela crise e por leis que parecem proteger os consumidores, mas acabam prejudicando. Quando não há segurança ao investidor, os preços sobem”, disse.

Reforma trabalhista
Rodrigo Maia também criticou a antiga legislação trabalhista por ter levado o País a ter 14 milhões de desempregados e milhares de empregos precários. Segundo ele, a reforma trabalhista aprovada pelo Congresso em 2017 foi um avanço e vai permitir que menos recursos sejam gastos com a Justiça do Trabalho.

“Talvez não tenhamos 2 milhões ou 3 milhões de ações por ano, talvez a gente não precise de 5 mil juízes do Trabalho. Os R$ 8 bilhões da diferença entre o que é gasto com a Justiça do Trabalho em relação à Justiça Federal talvez possam ser investidos na sociedade”, afirmou.

Competitividade
O presidente da Câmara defendeu a votação de outras reformas para tentar garantir mais competitividade. Entre elas, citou a tributária, a do sistema financeiro e a do mercado de capitais.

“O sistema financeiro está ficando do tamanho da aviação, há quase um monopólio, dois ou três bancos, o que é muito ruim e gera pouca competitividade. Já o mercado de capitais está concentrado em grandes empresas com faturamento acima de R$ 300 milhões”, disse.

Íntegra da proposta:

Reportagem - Luiz Gustavo Xavier
Edição - Ralph Machado

A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura 'Agência Câmara Notícias'



Comentários

Luciene Teixeira | 28/11/2017 - 13h03
Risco para o pais, são esses políticos corruptos continuarem no poder com seus discursos mentirosos. Querem tirar direitos somente de quem realmente trabalha. Revisem os salários da classe política e os excluam os privilégios absurdos.
rui s pereira | 27/11/2017 - 12h04
os políticos querem que os trabalhadores sejam escravizados ainda mais do que já são; a melhor coisa que se pode fazer para o país é fechar o congresso nacional , pois esta casa apenas serve para favorecer as grandes empresas, e aos políticos; quanto custa o congresso ao povo?, viajem , jantares, congressos e muito luxo; isso que deve acabar e não tirar mais e mais renda da população, estamos em uma ditadura politica
Fernando Nascimento Cordeiro | 27/11/2017 - 10h09
Deputado, a reforma beneficia quem ganha menos??? Eu ganho 1.100,00 e hoje posso me aposentar com este salario com 35 anos de contribuição. Esta reforma aumenta para 40 anos. O que ganho? Eu perco! Com a lei atual, me aposento daqui a 4 anos por tempo de serviço. Com a reforma, terei que pagar pedágio. O que ganho? Eu perco! Resumindo: sou assalariado de baixa renda. ESTA REFORMA SÓ ME TIRA DIREITOS!