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22/05/2018 - 19h11

Comissão externa sobre assassinato de Marielle quer mobilizar organizações internacionais

A comissão externa da Câmara que acompanha as investigações dos assassinatos da vereadora carioca Marielle Franco e de seu motorista, Anderson Gomes, vai reunir-se com representantes de organizações internacionais de Direitos Humanos e com profissionais da área criminal.

Alex Ferreira/Câmara dos Deputados
Reunião Ordinária. Dep. Jean Wyllys (PSOL - RJ)
Jean Wyllys, coordenador da comissão, defendeu articulação de um grande observatório internacional das investigações

O coordenador da comissão, deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ), destacou a importância de envolver organismos internacionais nesse trabalho de acompanhamento. "Anistia Internacional, Justiça Global, Comissão Interamericana de Direitos Humanos são organismos que precisam se articular em um grande observatório internacional ao mesmo tempo em que nós da Câmara somos os observadores nacionais dessas investigações", defendeu.

A comissão também quer o auxílio de um perito criminal e de um advogado criminalista. Para Jean Wyllys, esses especialistas podem ajudar a entender as informações sobre o crime e avaliar as críticas que estão sendo dirigidas aos investigadores.

"A imprensa apontou uma série de possíveis equívocos na investigação e na perícia, sobretudo. Nós deputados não somos peritos. Nosso papel aqui é representar o povo e nós estamos representando o povo na pergunta: quem matou Marielle e por quê? Quem a executou e quem foram os mandantes?", destacou.

A vereadora Marielle Franco e o motorista Anderson Gomes foram assassinados a tiros em 14 de março. No dia seguinte, foi instaurada uma comissão externa na Câmara para acompanhar as investigações no Rio de Janeiro. Desde então, a Comissão já se reuniu com o comandante da intervenção federal na segurança pública do Rio, o secretário de Segurança Pública do estado, o delegado do caso, a Defensoria Pública e representantes de movimentos sociais.

Reportagem - Giovanna Maria
Edição - Geórgia Moraes

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Comentários

Carlos Santos | 23/05/2018 - 07h31
É a morte sendo utilizada para luta política. É aviltante.