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12/04/2018 - 15h28

Ministro dos Direitos Humanos promete recursos para proteção de testemunhas

Ele esteve reunido com integrantes da comissão externa da Câmara que acompanha as investigações sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco

O ministro dos Direitos Humanos, Gustavo Rocha, pretende destinar parte dos recursos da intervenção federal na segurança no Rio de Janeiro para o Programa de Proteção de Defensores de Direitos Humanos do estado. A informação foi dada aos deputados da comissão externa da Câmara que acompanha as investigações sobre os assassinatos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. Neste sábado (14), o assassinato dos dois completará um mês e ainda não foram apontados culpados pelo crime. 

Divulgação/Ministério dos Direitos Humanos
Fotos do Dia - Comissão Externa sobre Marielle Franco vai ao Ministério dos Direitos Humanos
Comissão externa que acompanha investigação do assassinato de Marielle Franco em reunião com o ministro dos Direitos Humanos, Gustavo Rocha

Segundo o coordenador da comissão, deputado Jean Wyllys (PSol-RJ), o ministro se comprometeu a articular a destinação de parte do montante de R$ 1, 2 bilhão, destinado à intervenção, para a proteção de defensores de direitos humanos: "Se comprometeu a brigar, a apresentar um programa, um plano de proteção aos defensores de Direitos Humanos no Rio de Janeiro”, informou.

Recursos
Em nota, o ministro Gustavo Rocha informou que articulou a liberação de R$ 5 milhões, em março, para incrementar o Programa Nacional de Proteção aos Defensores de Direitos Humanos. Agora, o programa tem R$ 9 milhões, mas o ministro está pedindo mais R$ 3 milhões.

Jean Wyllys explicou ainda que o ministro confirmou que os Programas de Proteção a Vítimas e Testemunhas Ameaçadas estão funcionando nos estados e que foram oferecidos às testemunhas e à sobrevivente do ataque que vitimou Marielle e o motorista.

Próximos passos
Jean Wyllys falou ainda sore a agenda da comissão. “Já conversamos com o gabinete de intervenção; com o delegado que acompanha o caso diretamente; e com a vereadora Talíria (em Niterói), que estava ameaçada também. O próximo passo é falar com a procuradora-geral da República, Raquel Dodge, que também montou um observatório do Ministério Público para acompanhar as investigações”.

De acordo com Wyllys, a comissão externa também acompanha a situação da vereadora do PSOL de Niterói Talíria Petrone, que tem atuação semelhante à de Marielle na defesa dos direitos humanos e tem sofrido ameaças.

Reportagem - Sílvia Mugnatto
Edição - Geórgia Moraes

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Comentários

Erasmo Neto | 16/04/2018 - 10h26
Nas guerras e guerrilhas para administrar a rés publica ou o dinheiro do povo vale tudo para os astutos articuladores.Direito à vida,não é um direito humano;nós humanos só temos capacidade de fazer recomendações que é diferente das leis Divinas as quais todos nós estamos sujeitos,lei da gravidade,lei da respiração,da alimentação e outras.Igualdade nas leis;diversidade nas recomendações orientando?Não mataras,não levantar falso testemunho e as ultimas;Fazer ao outro aquilo que deseja que o outro te faça;não julgue para não ser julgado.Testemunhas parciais; a verdade esta com o(s) criminoso(s)?