Ir para o conteúdo. | Ir para a navegação

21/02/2017 - 20h26 Atualizado em 22/02/2017 - 15h28

Câmara aprova projeto que cria garantias para crianças vítimas de violência

Proposta segue para análise do Senado

Luís Macedo - Câmara dos Deputados
Sessão Extraordinária da Câmara dos Deputados - Deputada Laura Carneiro - PMDB-RJ
Laura Carneiro acatou emenda que permite ouvir mais de uma vez o depoimento de crianças e adolescentes vítimas de violência

O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou, nesta terça-feira (21), o Projeto de Lei 3792/15, da deputada Maria do Rosário (PT-RS) e outros, que normatiza mecanismos para prevenir a violência contra criança e adolescente, assim como estabelece medidas de proteção e procedimentos para tomada de depoimentos. A matéria ainda será analisada pelo Senado.

De acordo com o substitutivo da deputada Laura Carneiro (PMDB-RJ), haverá dois possíveis procedimentos para ouvir a vítima ou testemunha de violência contra essa faixa etária.

A escuta especializada será realizada perante órgão da rede de proteção e limitado estritamente ao necessário para o cumprimento de sua atribuição. Já o depoimento especial ocorrerá quando a criança ou adolescente é ouvido perante a autoridade judicial ou policial.

O projeto garante que a vítima ou testemunha será resguardada de qualquer contato, ainda que visual, com o suposto autor ou acusado ou com outras pessoas que representem ameaça, coação ou constrangimento.

No caso de criança com menos de sete anos e no caso de violência sexual em qualquer idade, o depoimento especial seguirá o rito cautelar de antecipação de prova e um novo depoimento somente poderá ocorrer se considerado imprescindível pela autoridade competente e com a concordância da vítima ou da testemunha.

Andre Borges/Agência Brasília
Direitos Humanos - geral - assistência psicológica abusos vítimas mulheres crianças violência acolhimento
Projeto garante que a vítima ou testemunha será resguardada de qualquer contato com o acusado 

O depoimento especial será intermediado por profissionais especializados que esclarecerão à criança seus direitos e como será conduzida a entrevista, que será gravada em vídeo e áudio, com preservação da intimidade e da privacidade da vítima ou testemunha, e tramitará em segredo de justiça.

O crime de violar sigilo processual para que depoimento seja assistido por pessoa estranha ao processo, sem autorização judicial e sem o consentimento do depoente ou seu representante legal, será punido com reclusão de 1 a 4 anos e multa.

Campanhas
Pelo texto aprovado, qualquer pessoa que tiver conhecimento ou presencie ação ou omissão que constitua violência contra criança ou adolescente tem o dever de comunicar o fato imediatamente ao serviço de recebimento e monitoramento de denúncias, ao Conselho Tutelar ou à autoridade policial.

Está previsto ainda que os sistemas de justiça, segurança pública, assistência social, educação e saúde deverão adotar ações articuladas para o atendimento integral às vítimas de violência.

O poder público poderá criar programas e serviços relacionados ao atendimento integral às vítimas e testemunhas, assim como delegacias e varas especializadas.

Íntegra da proposta:

Reportagem - Murilo Souza e Eduardo Piovesan
Edição - Newton Araújo

A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura 'Agência Câmara Notícias'



Comentários

luiz | 22/02/2017 - 10h20
Se for aprovada essa matéria, gostaria de que se anexasse ao texto isso: Se for comprovada má fé do adolescente, o mesmo ser enquadrado nos mesmos crimes de um adulto! Creio que seria coerente porque existe muitos adolescentes com mentes doentias que fariam de tudo para denegrir um adulto.