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31/05/2016 - 18h21 Atualizado em 31/05/2016 - 19h11

Bancada feminina faz ato em Plenário contra cultura do estupro

Protesto ocorre após o caso de estupro de uma jovem de 16 anos, cometido por cerca de 30 homens no último dia 21, no Rio de Janeiro

Luis Macedo/Câmara dos Deputados
Deputadas e Senadoras invadem o plenário para protestar pelo fim da Cultura do estupro
Deputadas e senadoras levaram cartazes e faixas pedindo o fim da violência contra as mulheres

Portando cartazes e faixas contra a cultura do estupro, as parlamentares da bancada feminina fizeram um ato no Plenário da Câmara dos Deputados reivindicando direitos das mulheres vítimas de violência diante do estupro coletivo de uma adolescente de 16 anos, ocorrido no Rio de Janeiro, e da reação inicial das autoridades locais. Elas entoaram palavras de ordem: “As mulheres merecem ser respeitadas” e “Mexeu com uma, mexeu com todas”.

A deputada Luiza Erundina (Psol-RJ) disse que o crime do Rio de Janeiro é algo que envergonha o Brasil inteiro. “É preciso que homens e mulheres deem um basta a tanta violência e a tanto machismo. Estamos aqui protestando, indignadas, querendo que nos tratem com o devido direito, como cidadãs brasileiras”, disse.

Erundina afirmou que as parlamentares reivindicam novas leis, políticas públicas e respeito da sociedade.

O caso ganhou destaque depois da divulgação, pelas redes sociais, de vídeos e fotos em que a adolescente de 16 anos aparece nua em volta de homens, que se referem à ocorrência de um estupro. Às autoridades, a vítima disse ter sido violentada por mais de 30 homens, mas a autoridade policial responsável pelo caso questionou a ocorrência do crime. Depois da reação negativa, houve mudança na condução do inquérito e prisão de suspeitos.

Discursos em Plenário
O estupro coletivo foi objeto de vários discursos em Plenário. O deputado Edmilson Rodrigues (Psol-PA) citou dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, segundo o qual são registrados 47 mil estupros ao ano. “Quando se fala em cultura do estupro, se perguntam: mas é cultura? É cultura, sim, porque se passou a ver como algo banal, natural, que as pessoas sejam vilipendiadas na sua dignidade, as mulheres em particular, num país onde o machismo é grande”, criticou.

Rodrigues referiu-se a parte das reações sobre o fato ocorrido no Rio de Janeiro, em que a ocorrência do estupro foi questionada.

Na avaliação do deputado Bacelar (PTN-BA), o respeito às mulheres e a igualdade de gêneros tem de ser ensinada na escola para crianças ainda na primeira infância. “A igualdade de gêneros é a base para construir uma sociedade com menos preconceito e discriminação, igualitária e livre de violência sexual. Por isso, precisamos que este princípio seja inserido o quanto antes na educação. Só ela tem o poder de ajudar a mudar os valores de uma sociedade”, afirmou.

O protesto das mulheres foi criticado pelo deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ). Ele chamou as deputadas e senadoras de “demagógicas” porque não deixam avançar projetos como a castração química. E questionou o caso ocorrido no Rio de Janeiro. “Não cola esse joguinho barato de chamar nós homens de estupradores. E o caso do Rio de Janeiro, vamos esperar o parecer final, que seria bom que fosse do delegado, agora mudaram para uma delegada. Mas a perícia inicial indica que não houve ato de violência contra aquela menina, vamos assim dizer”, comentou.

O deputado Delegado Edson Moreira (PR-MG) também disse que é preciso aguardar as investigações. “Embora eu tenha as minhas suspeitas com relação à consumação do crime de estupro que ocorreu recentemente no Rio de Janeiro, o nefasto crime hediondo tem que ser combatido. Mas certas coisas precisam ser bem analisadas e bem investigadas”, afirmou.

Já o deputado Alan Rick (PRB-AC) destacou o papel da família na discussão sobre o estupro. “Os homens de bem, que defendem a família, repudiam toda violência contra a mulher. Com a família sendo respeitada, sendo preservada, evitaremos casos como estes. É por causa da família e de conservadores que defendem princípios cristãos que nós temos a defesa das mulheres e dos valores das mulheres” opinou.

Reportagem – Carol Siqueira
Edição – Pierre Triboli

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Comentários

DIAZ | 05/06/2016 - 16h11
feminazis comecem pelo seu,pai,avó,irmão ,não vou dizer pra fazer isso com seu filho ou marido porque acho eu que ,quem iria ter coragem de encarar um relacionamento com um tipo de lixo desses,peço que o deputado Jair Bolsonaro,Eduardo Bolsonaro,Marco Feliciano entre outros que são poucos,que entrem com uma representação contra esse crime ofensivo que essa bancada feminazi pregou e que foi comprada nas ruas pelas militontas.
Erasmo Neto | 02/06/2016 - 09h44
Cautela;sífilis pode ser hereditário.A palavra é de DEUS ou de Jesus Cristo?Com palavras construímos poemas,que podem ser bíblicos,românticos,..etc.Nos poemas bíblicos,por favor me indique onde esta escrito que Jesus Cristo condenou alguém?Cautela,pois os mais sábios do povo hebreu,já tinham consciência de não colocar a palavra ou nome do que imaginamos ser DEUS em vão.
Natanael Marinho da Silva | 01/06/2016 - 13h58
Pelo fim da cultura do estupro e pelo fim do funk que açoda o incentivo a essa violência. Essa contracultura em nada justifica a violência sexual. O estupro presume-se quando a mulher é menor de 14 anos de idade, ainda que ela consinta na prática sexual. Em um documentário sobre DST (sífilis) pelo Profissão Repórter, uma garota de 13 anos de idade, entre outras de menor idade, não soube responder quantas vezes transou nesses bailes funks, portanto, a violência deve ser combatida não só sob a perpespectiva da moral e bons costumes, mas também pelo temor de Deus e obediência à Sua Palavra.