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03/04/2014 - 17h39

Câmara aprova Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) da Câmara dos Deputados aprovou na terça-feira (1º), em caráter conclusivo, proposta do Senado (PL 5746/09) que institui a data de 25 de julho como Dia Nacional de Tereza de Benguela e da Mulher Negra. A proposta segue para sanção presidencial.

Gustavo Lima
Evandro Milhomen
Evandro Milhomen apresentou parecer favorável ao projeto.

O relator do projeto, deputado Evandro Milhomen (PCdoB-AP), ressalta que Tereza de Benguela foi uma líder quilombola que viveu no Mato Grosso. “Sob sua liderança, o Quilombo Quariterê resistiu à escravidão por duas décadas, e sobreviveu até 1770”, sustenta.

América Latina
A autora do texto, ex-senadora Serys Slhessarenko, destaca que, em toda a América Latina, apenas o Brasil ainda não comemora o Dia Internacional da Mulher Negra em 25 de julho. “É preciso criar um símbolo para a mulher negra, tal como existe o mito Zumbi dos Palmares. As mulheres carecem de heroínas negras que reforcem o orgulho de sua raça e de sua história”, sustenta.

A comissão aprovou também o PL 5371/09, da deputada Fátima Pelaes (PMDB-AP), em análise conjunta, que inclui, no calendário comemorativo nacional, o dia 25 de julho como Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha.

Íntegra da proposta:

Reportagem – Maria Neves
Edição – Pierre Triboli

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Comentários

Daniela Luciana | 06/04/2014 - 07h16
Uma proposição que homenageia cerca de um quarto da população brasileira significa, em termos concretos, que a Câmara dos Deputados avança em consolidar processos identitários em curso, por iniciativa da própria sociedade. A contribuição das mulheres negras a este país e ao mundo é INEGÁVEL. Somos força produtiva, intelectual, promovemos cultura, saúde, educação, gestão pública e privada, fazemos política e arte. Reconhecer a importância de nossa presença faz jus ao espaço que ocupamos e ainda ocuparemos na sociedade. Ótimo projeto. Que vá para o Plenário e se aprove.
cesar | 04/04/2014 - 12h14
Mais um projeto ridículo que não significa nada em termos concretos e que serve para os seus autores fingirem que estão mostrando trabalho.