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04/09/2013 - 20h32

Grupo de trabalho rejeita PEC que transfere ao Legislativo decisão sobre terras indígenas

Caso não haja entendimento, poderá ser criada uma comissão especial para analisar a PEC que trata do assunto.

Antônio Araujo / Câmara dos Deputados
Reunião do Grupo de Trabalho de Terras Indígenas para a apresentação e votação do relatório final. Coordenador do grupo, dep. Lincoln Portela (PR-MG)
Lincoln Portela: relatório não incluiu sugestões dos ruralistas, mas apenas dos ambientalistas e dos rerpesentantes dos índios.

Mesmo sem a participação da bancada ruralista, o grupo de trabalho criado para tentar um acordo em torno das regras de demarcação de terras indígenas aprovou, nesta quarta-feira, relatório final que sugere a rejeição da Proposta de Emenda à Constituição (PEC 215/00) que transfere do governo federal para o Legislativo o poder de decidir sobre a homologação daquelas áreas.

A questão tem causado polêmica. De um lado, defensores do agronegócio querem a aprovação da proposta e, de outro, lideranças indígenas afirmam que sua aprovação inviabiliza a criação de novas reservas, por conta da força da bancada ruralista no Congresso.

Coordenador do grupo de trabalho, o deputado Lincoln Portela (PR-MG) observou que o relatório não incluiu sugestões dos ruralistas, mas apenas as dos ambientalistas e dos representantes dos indígenas. "Partindo deste momento difícil de relacionamento e de concordância, até com a presença aqui, como é que nós vamos chegar a um consenso com a ausência deles? Então, consenso foi obtido com aqueles que estiveram presentes aqui."

Comissão especial

JBatista
Presidente Henrique Eduardo Alves fala sobre a Medida Provisória 615/13, que beneficia produtores de cana-de-açúcar
Henrique Alves: se não houver entendimento, vou pautar a criação de uma comissão especial.

A falta de consenso pode levar à criação de uma comissão especial para analisar a proposta de emenda à Constituição, conforme declarou o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves. "Se não vingar, se não corresponder à nossa expectativa do entendimento, eu vou sim pautar, vou criar a comissão especial."

O grupo de trabalho surgiu da pressão de centenas de índios que ocuparam o Plenário da Câmara no dia 16 de abril, em protesto contra a Proposta de Emenda à Constituição 215.

Além da rejeição da proposta, o relatório sugere a aprovação de uma lei para indenizar os ocupantes das áreas homologadas. O documento também pede a investigação mais detalhada do chamado "Relatório Figueiredo", que ganhou notoriedade nos anos 60 por revelar irregularidades e casos de grilagem de terras indígenas no País.

Outra sugestão é a criação de uma subcomissão, dentro da Comissão de Legislação Participativa, para tratar de questões relacionadas aos povos indígenas.

Íntegra da proposta:

Reportagem – Idhelene Macedo
Edição – Newton Araújo

A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura 'Agência Câmara Notícias'


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Comentários

Lais Sonkin | 06/09/2013 - 10h47
Mas meu senhor, os índios e seus simpatizantes produzem alimentos tb além de tentar proteger o que resta de nossas florestas para as futuras gerações contra a grilagem e o desmatamento ilegal. Mas a safra a que o Sr. se refere é esta que recebeu R$ 115 bilhões de recursos do Plano Safra ? recursos estes que quando não pagos serão anistiados após alguma pressão da bancada mais eficiente do congresso ?
Ana | 05/09/2013 - 14h03
Mas meu senhor, desde quando o agronegócio produz alimentos? Informe-se!
Luiz Carlos de Azeredo Coutinho | 05/09/2013 - 09h31
Os produtores de alimentos deveriam se unir e plantar na próxima safra somente a metade das suas lavouras e deixar que os índios e seus simpatizantes produzissem a outra metade. Mas isso requer UNIÃO e os ruralistas não consideram a própria máxima que diz: Queixada fora do bando é comida de onça"...
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