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05/06/2013 - 15h21

Estatuto do Nascituro é aprovado pela Comissão de Finanças e Tributação

Veja entrevista do relator da proposta na Comissão de Finanças, deputado Eduardo Cunha.

A Comissão de Finanças e Tributação aprovou, nesta quarta-feira, o chamado Estatuto do Nascituro (PL  478/07 e cinco projetos sobre o tema que tramitam em conjunto). As propostas dependem agora da aprovação da Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania para serem analisados pelo Plenário. Os projetos preveem a concessão de uma bolsa a mulheres que engravidem após estupro.

De acordo com o texto, já aprovado como substitutivo na Comissão de Seguridade Social e Família, nascituro é o ser humano concebido, mas ainda não nascido. Ele terá assegurado o direito à vida, à saúde e a políticas públicas que garantam o seu desenvolvimento.

Segundo a proposta, o nascituro concebido a partir de estupro terá direito à assistência pré-natal e a ser encaminhado para adoção, caso a mãe assim deseje. Se a mãe vítima de estupro não tiver condições econômicas para cuidar da criança, o Estado arcará com uma pensão até que o estuprador seja identificado e responsabilizado pelo pagamento ou a criança seja adotada, se for vontade da mãe.

Efeito na sociedade
Para aprovar o projeto na Comissão de Finanças e Tributação, o relator, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), recomendou que a lei passasse a valer no ano seguinte à aprovação. "Nós estamos tratando sobre adequação orçamentária e financeira do projeto e ele é adequado. E, quanto ao mérito, ele tem um efeito muito importante na sociedade de identificar que a vida começa na concepção do ponto de vista de estatuto”, destacou Cunha.

Em relação à polêmica gerada em razão de a proposta tratar da gravidez resultante do estupro, Eduardo Cunha considera que o texto aprovado é importante “por dar oportunidade a quem sofreu violência sexual de optar por não praticar o aborto".

Impacto orçamentário
No entanto, votaram contra a proposta os deputados Devanir Ribeiro (SP), Pedro Eugênio (PE), Afonso Florence (BA), Erika Kokay (DF), Cláudio Puty (PA) e Assis Carvalho (PI), todos do PT. O deputado Afonso Florence explica as razões.

"Se vai haver pagamento de benefício de prestação continuada (BPC) tem que se saber quantas pessoas serão beneficiadas, qual o valor do benefício, qual o tempo previsto para esse desembolso, qual a fonte de arrecadação, o impacto orçamentário", ressalta Florence. "Não há essa previsão [nas propostas]. Portanto, apresentamos voto em separado pela inadequação orçamentária do projeto em questão."

Recompensa ao estupro
A votação foi acompanhada por manifestantes contra e a favor do projeto. Para Lúcia Rincón, do Conselho Nacional dos Direitos das Mulheres, a proposta recompensa o estupro. Na sua avaliação, o texto aprovado é "uma violência contra a população, contra as famílias, a sociedade”. Segundo ela, “aprovar este projeto, nesta comissão ou em qualquer outra é legitimar o estupro, recompensar o estuprador, é cometer uma crueldade sem nome com o conjunto das mulheres."

Acompanhado da esposa e da filha de um ano, o autônomo Renato Chagas também estava presente à votação, mas pensa diferente. "A mãe precisa ser cuidada e protegida também. Mas nunca uma dificuldade com relação à mãe pode ter como consequência a punição daquele que não tem nada a ver, que é o neném no ventre materno."

A proposta foi aprovada na Comissão de Finanças e Tributação no dia em que evangélicos organizaram uma marcha ao Congresso em favor da liberdade de expressão, da família tradicional e da vida; e um dia após a manifestação, na Esplanada, de movimentos religiosos também em favor da vida e do estatuto.

Tramitação
O projeto ainda será analisado pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania, antes de ser votado pelo Plenário.

Íntegra da proposta:

Reportagem – Ana Raquel Macedo
Edição – Newton Araújo

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Comentários

Helen | 25/08/2014 - 22h25
Aos críticos desumanos, leiam novamente que os benefícios financeiros garantidos por essa lei é uma OPÇÃO! Nem todas as mulheres violentadas tem instinto assassino. Vale lembrar com enfase que existe a pílula do dia seguinte. O amor próprio e auto defesa defendidas nesses comentários é exagerado e impensado. Ou vocês esqueceram que somos nós que mantemos fianceiramente um presidiário? Quer dizer então que essas reivindicações para que exista o ato violento contra o feto torna vocês cidadãos melhores e mais corretos que o próprio estrupador? o GRITO de vocês: MATE A CRIANÇA PELO BEM DA MULHER!
maysa | 13/07/2014 - 01h26
Não acho muito correto dizer que uma criança que cresce no ventre materno não é um ser vivente.Nos Estados Unidos o prematuro que nasceu aos quatro meses de gestação ja está com um ano de vida.Só não me atrevo a criticar uma mulher que foi violentada por optar pelo aborto.Só ela sabe a dor fisica e psicologica que passou e se tem forças ou nao para suportar carregar 9 meses e criar o filho de seu agressor.
Pedro Ribeiro | 11/06/2013 - 13h36
Se essa lei monstruosa passar, forçando a mulher a carregar no ventre por 9 meses o lembrete da maior humilhação e violência da sua vida, a próxima lei será a de obrigar a vítima a se casar com o estuprador, como existe em alguns países africanos. Diga não a essa monstruosidade!
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