Ir para o conteúdo. | Ir para a navegação

09/11/2016 - 18h37

Nova CPI da Funai aproveitará trabalho da comissão anterior

Deputados de oposição protestaram contra a instalação do novo colegiado

Ao tomar posse como presidente da nova CPI da Funai e do Incra, o deputado Alceu Moreira (PMDB-RS) afirmou nesta quarta-feira (9) que vai aproveitar todo o trabalho da comissão anterior, que também foi comandada por ele.

A comissão parlamentar de inquérito foi criada para investigar denúncias de irregularidades na atuação da Funai e do Incra na demarcação de terras indígenas e quilombolas. A CPI anterior, que tratava do mesmo tema, encerrou-se em 17 de agosto sem que o relatório final fosse aprovado.

O deputado Nilson Leitão (PSDB-MT), que pediu a abertura da nova comissão, foi reconduzido ao cargo de relator. Para ele, as informações obtidas durante os trabalhos do colegiado anterior justificam a continuidade das investigações.

Alceu Moreira informou que a CPI vai retomar os trabalhos do ponto onde foram interrompidos. “Vamos receber algumas comunidades indígenas que gostariam de ser ouvidas e tinham medo do governo anterior, pela patrulha”, acrescentou.

Também foram eleitos os deputados Luis Carlos Heinze (PP-RS), Mandetta (DEM-MS) e e Nelson Marquezelli (PTB-SP), respectivamente, como 1º, 2º e 3º vice-presidentes. O relator designou novamente os deputados Valdir Colatto (PMDB-SC) e Tereza Cristina (PSB-MS) como sub-relatores.

Oposição
Após a eleição da nova direção do colegiado, parlamentares da oposição protestaram contra a continuidade dos trabalhos. Para o deputado Nilto Tatto (PT-SP), a CPI não tem objeto definido. "Esta comissão virá novamente no sentido de criminalizar antropólogos e organizações de apoio a indígenas e quilombolas. Não trará contribuição nenhuma para o País”, disse.

Reportagem – Mônica Thaty
Edição – Marcelo Oliveira

A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura 'Agência Câmara Notícias'



Comentários

José Ivan Mayer de Aquino | 10/11/2016 - 14h20
O único objetivo dessa CPI é tomar as terras dos indígenas e entregar aos agronegociantes e multinacionais dos defensivos. Pela segunda vez é aberta e controlada pelos inimigos das florestas e dos povos e comunidades tradicionais.