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08/12/2015 - 23h43

CPI da Funai recebe críticas sobre posição ideológica de antropólogos

A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investiga a atuação da Fundação Nacional do Índio (Funai) e do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) ouviu nesta terça-feira (8) o antropólogo Edward Luz. Ex-membro da Associação Brasileira de Antropologia (ABA), Luz criticou a posição ideológica que permeia o trabalho dos antropólogos no Brasil.

"Os antropólogos têm a obrigação de aproveitar todas as situações que se apresentam no atual sistema para agir em favor das comunidades indígenas. A crítica que eu quero fazer aqui é que o desenvolvimento desse raciocínio e desse pensamento que foi reforçado, aprofundado em todos os sentidos até a atualidade, por vários presidentes da ABA, compromete significativamente, senão totalmente, a capacidade de isenção, de imparcialidade dos antropólogos", disse Edward Luz.

Segundo o antropólogo, o pensamento vigente é ideológico, compromete os processos de demarcação de terras e pode prejudicar o País. Ele afirmou também que, muitas vezes, comunidades ribeirinhas se declaram indígenas para receberem atenção por parte do governo.

Edward Luz disse ainda que as demarcações são realizadas sob encomenda de organizações não governamentais (ONGs) ligadas a entidades internacionais e não obedecem ao histórico das ocupações indígenas.

Atualmente, os antropólogos dão a última palavra para que um determinado local seja marcado ou não como terra indígena.

Reformulação
O deputado Mandetta (DEM-MS) concordou com o antropólogo e defendeu uma reformulação no processo de demarcação de terras indígenas para que o processo se torne mais transparente e isento.

"Nós precisamos ter um conselho com múltiplos olhares. Colocar isso para a Funai, e a Funai decidir isso com um laudo antropológico que não pode ser questionado, porque todo laudo antropológico tem que ir nesta direção", disse o deputado.

Já a deputada Janete Capiberibe (PSB-AP) afirmou que as declarações de Edward Luz representam um claro posicionamento a favor dos ruralistas e mostra desconhecimento do trabalho realizado pela Funai e pelo Incra.

"Ele está fazendo um jogo de cena para que se acredite que ele é um antropólogo muito bom, muito correto, que foi vítima da ABA tendo a sua expulsão dessa organização, que trabalha junto com a Funai, junto com o Incra, preparando os laudos de reconhecimento, de identificação, delimitação e demarcação de terras indígenas e quilombolas a serem entregues futuramente pela União", disse a deputada.

Janete Capiberibe criticou a falta de documentação e a apresentação de mapas sem escalas. Ela informou ainda que a Procuradoria Geral da República acatou o pedido de alguns parlamentares de que a CPI é ilegal por não ter um fato determinado, o que desobedece ao Regimento da Câmara. A decisão da suspensão ficará a cargo do Supremo Tribunal Federal (STF).

Reportagem – Karla Alessandra
Edição – Pierre Triboli

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Comentários

Inácio | 31/01/2016 - 16h28
Na minha opinião é uma total violação de direitos constitucionais tanto p/ indios como p/ não indios (como se houvesse) sou da região Norte e conheço um pouco da sua história colonizadora e a 400 anos teve inicio a catequese Organizada e planejada em outro continente hoje politicas como estas são só uma prova cabal da incompetência e incessibilidade da opinião publica nacional que despreza e marginaliza o Homem do Norte como depredador do meio ambiente (como se fosse possível viver de extrativismo sustentável uma população do tamanho de Belém) porém resta uma alternativa ou uma duvida ???
Eribaldo | 11/12/2015 - 08h09
Esta Capiberibe ou sei lá o que, mas parece nome indigêna, deveria vir ao sul da Bahia (Ilhéus, Buerarema e ver a realidade, pessoas que de uma hora para outra se fizeram passar como índios, atacam fazendas, roubam cacau, os chefes estão ricos, só andam de Hilux, contas abastadas em bancos e por outro lado pequenos agricultores estão sem ter nem onde morar, idosos de mais de 80 anos que td sua vida passaram em sua gleba de terra, colocar os quadris na cadeira em um gabinete não traz conhecimento da realidade
Erasmo Neto | 10/12/2015 - 09h28
A verdade é que os indígenas ou nativos eram presentes no território e temos que aprender com eles,pois se eles tivessem a mesma mentalidade, nós hoje não estaríamos desfrutando dos recursos naturais preservado por eles.A natureza reage provocando erosão engolindo casas,pontes,estradas,chegou a hora de repensar as atitudes.
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