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25/01/2017 - 14h36 Atualizado em 26/01/2017 - 14h15

Projeto retira da conta dos consumidores cobrança por prejuízos à rede elétrica

Billy Boss - Câmara dos Deputados
Reunião Ordinária. Dep. Edio Lopes (PR-RR)
Edio Lopes: prejuízos são pagos pelos consumidores, deixando as concessionárias em uma posição cômoda, o que leva a empresa a não se empenhar em fiscalizar e combater os furtos de energia

Tramita na Câmara dos Deputados proposta que exclui da base de cálculo das contas de energia elétrica a cobrança pela previsão de ligações clandestinas e de inadimplência de consumidores.

O texto também limita a 5% do valor da tarifa as compensações por perdas técnicas e não técnicas na transmissão e distribuição de energia.

As medidas estão previstas no Projeto de Lei 5457/16, do deputado Edio Lopes (PR-RR).

Sem fiscalização
O parlamentar reclama que atualmente os usuários do sistema de energia são penalizados com esse tipo de cobrança.

“Os prejuízos são acrescentados às contas de energia de todos os consumidores, deixando as concessionárias em uma posição cômoda. Tal condição leva a empresa a não se empenhar em fiscalizar e combater os furtos de energia, além de não realizar a manutenção adequada nos equipamentos”, avalia.

Furto e desperdício
Segundo dados da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) citados pelo deputado, o furto de energia causa um prejuízo aproximado de R$ 5 bilhões por ano aos cofres públicos.

No que diz respeito às perdas de energia, dados da Associação Brasileira de Distribuidores de Energia Elétrica indicam que em 2012 elas foram de 16,5%, percentual menor do que os 17% de 2011.

“Estudos mais recentes apontam que um quinto da energia produzida no País é desperdiçada durante a transmissão até os centros de consumo”, acrescenta o deputado.

Tramitação
O projeto tramita em caráter conclusivo e será analisado pelas comissões de Defesa do Consumidor; de Minas e Energia; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Íntegra da proposta:

Reportagem – Noéli Nobre
Edição – Newton Araújo

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Comentários

Eduardo | 26/01/2017 - 10h17
Projeto muito bom! A ineficiência não pode ser repassada ao usuário, assim caberá à concessionária elaborar formas de otimizar o uso de sua rede.