02/10/2012 - 18h04

Projeto proíbe prescrição de pontos em programas de fidelidade

Está em análise na Câmara o Projeto de Lei 4015/12, do deputado licenciado Carlos Bezerra (PMDB-MT), que proíbe a prescrição do direito do consumidor aos pontos acumulados em programas de fidelidade de qualquer fornecedor, especialmente de cartões de crédito e programas de milhagem das companhias aéreas.

Segundo o projeto, os pontos somente poderão ser extintos, quando não utilizados, nos casos de encerramento da conta pelo consumidor e com anuência expressa do cliente.

O fornecedor que descumprir a regra deverá creditar na conta do consumidor o dobro dos pontos prescritos ou expirados. Esse fornecedor também estará sujeito às sanções administrativas e penais previstas no Código de Defesa do Consumidor (Lei 8.078/90).

Perda de pontos
Carlos Bezerra cita levantamento do Banco Central segundo o qual o consumidor brasileiro perdeu 101 bilhões de pontos nos programas de recompensa dos cartões de crédito somente em 2010.

O relatório mostra ainda que a quantidade de milhas expiradas em um ano seria suficiente para emitir mais de 5 milhões de passagens aéreas entre o Brasil e qualquer destino da América do Sul.

“Hoje, na prática, o que ocorre é o cerceamento do direito de uso de pontos licitamente adquiridos pelo consumidor, obrigando-o a utilizá-los em determinado período de tempo, independentemente de seu desejo ou possibilidade”, diz Bezerra.

Caso a proposta se transforme em lei, ela entrará em vigor no prazo de 90 dias após a promulgação.

Tramitação
A proposta tramita em caráter conclusivo e será analisada pelas comissões de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio; de Defesa do Consumidor; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

Íntegra da proposta:

Reportagem – Jaciene Alves
Edição – Pierre Triboli

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Comentários

Fabio | 03/10/2012 - 23h45
Eu acho que, se aprovada, por uma questão de igualdade, também deveria acabar com a prescrição dos prêmios das loterias administradas pela Caixa Ecônomica Federal. Afinal, a lei deve ser igual para todos, não?
mary pimenta | 03/10/2012 - 14h26
A fidelização do cartão pelo cliente tem que lhe gerar benefícios. Os pontos acumulados não devem prescrever. O cliente fez compras e tem o direito de usar os pontos quando lhe aprouver.
Maria Barros | 03/10/2012 - 12h44
É um legítimo direito adquirido que está sendo retirado sem nem mesmo aviso ao consumidor. E foi motivo de opção de compra, isto é, foi argumento de venda do produto/cartão que contribuiu para escolha, tomada de decisão do consumidor ao optar pelo produto. É enganação colocar um prazo de uso dos pontos inferior aos interesses e possibilidades da maioria dos consumidores.