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06/04/2017 - 16h36

Funcionários alertam para greve caso os Correios não acatem sugestões para crise

Os representantes dos funcionários dos Correios disseram, nesta quinta-feira (6), em debate na Câmara, que são contra a proposta apresentada pelo diretor da empresa, Guilherme Campos, para resolver a crise econômica da estatal.

Eles apresentaram alternativas para tirar os Correios da crise atual, durante a audiência pública na Comissão de Integração Nacional, Desenvolvimento Regional e da Amazônia, da Câmara dos Deputados.

Entre as sugestões está a obrigação de os órgãos públicos contratarem os Correios e não empresas concorrentes para entrega de encomendas, cobrar do governo federal os R$ 6 bilhões retirados dos cofres da empresa nos últimos anos e cortar despesas como os patrocínios a entidades esportivas.

Tempo indeterminado
Caso contrário, como explicou José Rivaldo da Silva, da Federação Nacional dos Trabalhadores dos Correios, eles vão entrar em greve geral no próximo dia 26.

"Em hipótese alguma nós vamos aceitar essa situação. Nós vamos parar por tempo indeterminado até que a empresa faça o seu papel e chame a gente para negociar ", disse.

Congelamento de tarifas
José Aparecido Gandara, da Federação Interestadual dos Sindicatos os Trabalhadores dos Correios, apontou outros fatores para a crise atual.

Um deles é o congelamento de tarifas. “Em 2013 e 2014, os Correios deixaram de reajustar as tarifas. Isso custou R$ 800 milhões”, disse.

Indicações políticas
Essa não foi a única reclamação em relação à gestão da empresa nos últimos anos. Jaílson Mário Pereira, presidente da Associação dos Analistas de Correios do Brasil, reclamou das indicações políticas na direção da empresa.

“Os indicados políticos precisam ser da casa, comprometidos e tecnicamente preparados. Precisamos rever a política de indicações”, disse.

Reportagem – Antonio Vital
Edição – Newton Araújo

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Comentários

Rosângela Barbosa Gomes | 07/04/2017 - 14h30
Os Correios já prestam um serviço sofrível, correspondências não chegam nos prazos, faturas não chegam nada forçando impressão de 2a via ou débito em conta, encomendas deixam de ser entregues, serviços muito caros para eficiência pouca. Um Sedex que deveria ser entregue em até 48 h leva no mínimo 72 h, mas não há redução de preço a título de indenização pelo atraso. Uma encomenda simples leva pelo menos "15 dias úteis" para ser entregue, mas por uma transportadora chega em até 5 dias corridos e é entregue na porta de casa com hora e dia marcados. Falta concorrência para forçar melhorias.