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05/04/2017 - 20h19

Nova ferramenta permite opinião de internauta sobre parecer de deputado

O e-Democracia busca incentivar a participação da sociedade no debate de temas importantes para o País e a população

O portal e-Democracia da Câmara foi totalmente reformulado. A página, que existe desde 2009, foi atualizada para se tornar ainda mais acessível para os cidadãos e os deputados. O diretor do Laboratório Hacker da Câmara, Cristiano Ferri, explicou que a finalidade é aumentar a interação e a participação popular. Ele destaca, entre as novidades, a ferramenta denominada Wikilegis.

Nessa plataforma, os deputados irão colocar pareceres iniciais sobre projetos e os cidadãos poderão opinar sobre o texto. "Essa é, talvez, uma das melhores ferramentas de participação digital nesse formato de contribuição colaborativa em cima do texto. E uma das inovações é que o cidadão, além de comentar cada dispositivo, pode também apresentar a sua própria versão". Segundo Ferri, nesse momento estará visível, na tela, a diferença entre o original e a sugestão apresentada pelo internauta.

O diretor explicou que outros participantes poderão votar no texto que acharem melhor e, ao final, o parlamentar recebe um relatório sobre como foi a participação e as sugestões apresentadas. Para Ferri, isso torna o processo legislativo mais participativo.

Ferri também destacou o Expressão, que é um espaço semelhante a um fórum virtual, no qual deputados podem defender suas opiniões sobre temas em discussão na Câmara, e onde os internautas deixam seus comentários.

Outra atualização foi feita na participação das audiências interativas. Agora, além de acompanhar ao vivo, os internautas poderão encaminhar comentários e perguntas.

Acessos
O portal chegou a 50 milhões de acessos no ano passado. Cristiano Ferri acredita que esse tipo de interação faz aumentar o interesse da população sobre o que acontece na Câmara. "As redes sociais, como Facebook e Twitter, não são as mais adequadas para abrigar discussões complexas de políticas públicas, que reúnam todo os tipos de grupos e visões, por isso desenvolvemos um portal institucional para esse fim, onde o cidadão pode livremente conversar com os parlamentares."

A diretora-geral adjunta da Câmara, Cássia Ossipe, destacou a importância de se ampliar a participação do cidadão no processo legislativo. Ela acredita que o projeto pode se tornar um canal eficiente de comunicação entre a população e os parlamentares. "Nossa expectativa é que cada vez esse projeto se torne mais institucional dentro da Casa. Não apenas como uma possibilidade de participação do cidadão, mas realmente como uma participação mais efetiva", afirmou.

O e-Democracia busca, por meio da internet, incentivar a participação da sociedade no debate de temas importantes para o País e a população.

Reportagem - Mônica Thaty
Edição - Sandra Crespo

A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura 'Agência Câmara Notícias'



Comentários

Antônio Máximo | 07/04/2017 - 11h27
Excelente iniciativa. De fato, as redes sociais, como facebook e similares, não comportam o tempo de exame e a capacidade de reflexão exigidas ao debate de questões de interesse público objeto do Congresso. Ainda que desconfie do aproveitamento da produção da ferramenta pelos parlamentares, seja como for, haverá uma estatística de participação que servirá de referência.
paulo cesar de castro silveira | 07/04/2017 - 09h37
tenho sugestão bom ba. em vez de pegar número de habitantes (estimativa), peguem número de eleitor do tse quando fechar inscrições no ano das eleições e já terem depurado títulos de quem não votou 3 vezes e ai decide quantos deputados federais terão cada unidade da federacao.
Erasmo Neto | 06/04/2017 - 15h13
O E-Democracia é uma inciativa que,não tem preço e sim valor.Mas,comerciantes utilizando a farta rés-publica em beneficio próprio ou do grupo,possuem consciência,para perceber as diferenças entre preço e valor?Sou analfabeto em informatica,na pagina antiga conseguia escrever,na atual não.Deputado tem verbas para assessores para encontrar soluções;portanto,não cade a nós individualmente encontrar ou propor soluções.Se tiverem só um assessor o custo da gestão do Estado reduz nas três esferas de governo e assim podemos colaborar entendendo o valor de ser justo com nossos semelhantes.