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04/09/2017 - 08h46

Comissão da Câmara debate desenvolvimento sustentável da indústria nuclear

Billy Boss/Câmara dos Deputados
Comissão geral para debater os desafios do câncer, tratamento, enfrentamento e medicamentos. Dep. Celso Pansera (PMDB - RJ)
Celso Pansera: “A nossa ideia ao fazer esse simpósio é reunir indústrias, acadêmicos, órgãos públicos e ver como a gente pode, a partir do Congresso Nacional, ajudar essa cadeia produtiva"

A Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática, da Câmara dos Deputados, promove hoje, no Rio de Janeiro (RJ), um simpósio sobre tecnologias nucleares.

O simpósio será dividido em três painéis: ciclo do combustível; tecnologias nucleares; e reatores modulares. Confira a programação completa.

A iniciativa é do 3° vice-presidente da colegiado, deputado Celso Pansera (PMDB-RJ), que também já foi ministro da área. O foco do simpósio está no desenvolvimento sustentável da indústria nuclear a fim de oferecer alternativas para a crise econômica e gerar emprego.

Pansera parte de alguns princípios, como o de que "a utilização da energia nuclear para propulsão de veículos, como submarinos e navios, contribui para a redução da dependência da indústria do petróleo".

Doenças e dessalinização
O parlamentar lembra ainda que a área de saúde utiliza intensamente essa fonte de energia para diagnóstico e tratamento de doenças, como o câncer, por exemplo.

Pesquisas projetam o uso do urânio também em processos de dessalinização da água, o que poderia ser útil para a região semiárida do Brasil.

Pansera avalia que o uso pacífico da energia nuclear é estratégico para o Brasil. "A indústria nuclear tem um espaço econômico muito grande no mundo. E como o Brasil é o detentor do quinto maior estoque de urânio mineral do mundo, e domina todo o ciclo de enriquecimento de urânio, nós podemos transformar o Brasil em um grande exportador de urânio e outros produtos derivados.”

“A nossa ideia ao fazer esse simpósio é reunir indústrias, acadêmicos, órgãos públicos e ver como a gente pode, a partir do Congresso Nacional, ajudar essa cadeia produtiva", acrescenta.

Convidados
Foram convidados representantes de entidades de pesquisa tecnológica, do governo federal e de prefeituras onde há projetos nucleares em curso, como Angra dos Reis. A Marinha e a Associação Brasileira para o Desenvolvimento das Atividades Nucleares são parceiras da Comissão de Ciência e Tecnologia na promoção do simpósio.

‘Pacífico e seguro’
O deputado Celso Pansera também quer reforçar o que ele chama de caráter "pacífico" e "seguro" da indústria nuclear. "Hoje em dia, o risco da energia nuclear é muito baixo porque existem tecnologias seguras para proteger os reatores de vazamento.”

Ele ressalta ainda que o Brasil não tem histórico de problemas geológicos, como grandes terremotos, que poderiam causar rupturas nessas estruturas. “Então, a imagem que se tinha nos anos 70, de que o nuclear era perigoso e poderia atentar contra a vida, já se dispersou".

Hora e local
O evento ocorre durnte todo o dia, na Escola de Guerra Naval, no Rio de Janeiro, de 9 horas às 17 horas.

Reportagem – José Carlos Oliveira
Edição – Newton Araújo

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