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01/07/2010 - 20h02

Número recorde de calamidades públicas revela descaso com prevenção

O governo federal gastaria cerca de R$ 160 milhões neste ano com ações para a prevenção de desastres. No entanto, o valor efetivamente empenhado até o último dia 26 não passava de R$ 95 milhões, dos quais apenas R$ 3,2 milhões tinham sido pagos.

Líder do PT, Fernando Ferro, defende mais investimentos na prevenção e ressalta papel do Fundo Nacional de Defesa Civil.

Estudo realizado pela Confederação Nacional de Municípios (CNM), com base em informações da Secretaria Nacional de Defesa Civil (Sedec), mostra que nos primeiros seis meses deste ano foram publicadas 1.635 portarias de municípios que declaravam estar em situação de emergência ou de calamidade pública. A quantidade é recorde.

Neste ano, o exemplo mais recente é o das fortes chuvas que atingiram cerca de 100 municípios nos estados de Alagoas e de Pernambuco. Em Alagoas, 4 municípios decretaram situação de emergência, e 15, de calamidade pública. Já em Pernambuco, 27 decretaram situação de emergência, e 12, de calamidade pública.

Falta prevenção
O elevado número de situações emergenciais pode ser causado pelos efeitos das mudanças climáticas, mas também pela incapacidade de os governos se anteciparem a tragédias.

De acordo com a dotação inicial prevista na Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2010 para o Programa de Prevenção e Preparação para Desastres, o governo federal gastaria cerca de R$ 160 milhões ao longo do ano com ações para a prevenção de desastres. No entanto, o valor efetivamente empenhado até o último dia 26 de junho não passava de R$ 95 milhões, dos quais apenas R$ 3,2 milhões tinham sido de fato pagos.

Outro obstáculo para os investimentos é a concentração dos recursos. O presidente da Confederação Nacional de Municípios (CNM), Paulo Ziulkoski, afirma que mais de 73% dos recursos para ações preventivas ficam concentrados no governo federal, sendo que cabe aos municípios executar a maioria dessas ações.

No entanto, o líder do governo na Câmara, deputado Cândido Vaccarezza (PT-SP), discorda da tese de falta de investimentos. “Toda obra de infraestrutura possui um componente de prevenção de desastre”, diz. Segundo ele, cabe ao Ministério das Cidades a realização de boa parte das obras que se enquadram como de caráter preventivo, como a construção de estradas, barragens e proteção a encostas.

Atualmente, a Câmara analisa diversas propostas que tratam da prevenção a desastres naturais e também de socorro. Entre elas, o Projeto de Lei 4971/09, que cria o Fundo Nacional de Defesa Civil (Fundec); e a PEC 355/09, que altera a Constituição para permitir que, além da União, estados e municípios tenham estrutura institucional de Defesa Civil.



Comentários

patricia | 04/07/2010 - 16h44
O lula e seus companheiros acharam que o Brasil era apenas o Estado da Bahia, e investiram recursos apenas neste Estado, os demais Estado ficaram a ver navios. Vieram as chuvas no Rio e no Nordeste e ficou exposta a fragilidade do sistema de Defesa Civil,sem os recursos que deveriam ter sido distribuídos levando-se em conta as características de cada Estado, e não de forma eleitoreira como aconteceu na Bahia.
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