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02/07/2014 - 15h35 Atualizado em 02/07/2014 - 15h44

Câmara aprova pensão especial para a atleta Lais Souza

Divulgação CBDN
Lais Souza
A atleta olímpica Lais Souza acidentou-se em janeiro deste ano.

O Plenário da Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (2) o Projeto de Lei 7657/14, dos deputados Mara Gabrilli (PSDB-SP) e Rubens Bueno (PPS-PR), que concede pensão especial, mensal e vitalícia, à atleta olímpica Lais da Silva Souza, que se acidentou em janeiro deste ano, antes das Olimpíadas de inverno na Rússia.

A pensão será no valor atual equivalente ao benefício máximo pago pelo Regime Geral de Previdência Social, de R$ 4.390,24. O benefício não poderá ser transmitido aos herdeiros da atleta.

Para a relatora da matéria pela Comissão de Seguridade Social e Família, deputada Rosinha da Adefal (PTdoB-AL), “é justo que o País honre os esforços dessa atleta, que representaria o Brasil. São inúmeros os obstáculos que a pessoa enfrenta a cada dia”, afirmou. A deputada é cadeirante.

Emoção
O coautor da proposta, deputado Rubens Bueno, se emocionou ao lembrar o desejo da atleta de voltar a andar, manifestado em reportagem do programa Fantástico, em março deste ano. “Por isso temos a obrigação de aprovar essa pensão mais que justa para Lais”, disse.

Ao recordar o acidente sofrido durante os treinos preparatórios para os jogos de inverno de Sochi, na Rússia, Bueno teve a voz embargada. “A menina saltadora, que estava procurando novos voos, ficou paralisada e teve os sonhos e projetos suspensos. Hoje ela segue uma rotina de fisioterapia (pausa) e de acompanhamento psicológico”, disse.

Bueno ainda relembrou a entrevista dada pela atleta recentemente, na qual revela que pensa todo dia em voltar a andar. “A menina agora precisa de nós e a aprovação desse projeto é uma homenagem a todos os atletas brasileiros”, completou.

Família humilde
Segundo os autores da proposta, Lais é oriunda de uma família humilde de Ribeirão Preto, no estado de São Paulo, que não teria condições de arcar com as despesas decorrentes de suas novas necessidades. Lais foi vítima de acidente na cidade norte-americana de Salt Lake City, em 27 de janeiro, e ficou tetraplégica.

Desde o acidente, o Comitê Olímpico Brasileiro (COB) iniciou uma campanha de doações para arrecadar recursos para o prosseguimento do tratamento, pois o seguro usado pelo comitê cobre o atendimento de emergência, o transporte entre hospitais e o tratamento hospitalar de Laís.

Entretanto, como ela se acidentou sem estar participando de nenhuma delegação do COB ou eliminatória ou classificatória para os Jogos Olímpicos, o seguro de vida ou invalidez não pode ser usado.

Trajetória
Já aos doze anos, Lais da Silva integrava a Seleção Brasileira de Ginástica Olímpica e, aos quinze anos, representou o Brasil nas Olimpíadas de Atenas, em 2004, na qual obteve a inédita nona colocação por equipes. No ano seguinte, alcançou seus mais expressivos resultados ao conquistar a medalha de ouro na Copa do Mundo de Cottbus e Sttutgart, na Alemanha.

O convite para os esportes de inverno veio da Confederação Brasileira de Desportos na Neve (CBDN), que começou a treiná-la na modalidade esqui aéreo em maio de 2013, permitindo a estreia em uma competição na Finlândia, em dezembro do mesmo ano.

Devido a uma lesão medular definitiva, houve comprometimento das funções motora, sensitiva e autonômica, ou seja, perda de movimentos, sensibilidade e controle de todos os órgãos abaixo do pescoço.

Íntegra da proposta:

Reportagem - Eduardo Piovesan e Murilo Souza
Edição - Newton Araújo

A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura 'Agência Câmara Notícias'



Comentários

Humberto Salla Lima | 18/01/2015 - 21h25
Compadeço-me com o problema da ex-atleta, mas, DISCORDO da aposentadoria e do valor. Conheço centenas de pessoas que REALMENTE contribuíram financeiramente e com a força de trabalho por décadas e não recebem nem 25% disso. QUEREM FICAR BEM NA FOTO, POLÍTICOS? FAÇAM PLÁSTICA OU NASÇAM DE NOVO: PALHAÇOS!!!
Paschoal Bronzo | 14/01/2015 - 12h59
Eu contribui com a previdência ao longo de minha vida e quando me aposentei foi aplicado o fator previdenciário que reduziu em 30% minha aposentadoria por causa de minha idade e da expectativa de vida do brasileiro. Nada mais justo que uma atleta que tenha contribuído com a previdência seja aposentada por invalidez por acidente de trabalho, mas que o tratamento seja o mesmo para todos os brasileiros, pois nós todos somos representantes do Brasil. Uma pergunta: Porque esse processo foi julgado na câmara tão rapidamente, enquanto outros tão importante quanto esse são arrastados por tanto tempo?
Matheus Junges | 13/01/2015 - 13h12
ESSE É O BRASIL!!! PARABENS CONGRESSO VOCÊS ACABARAM DE PROVAR QUE NÃO SERVEM PARA NADA... O BRASIL ESTARIA MUITO MELHOR SEM VOCÊS
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