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13/06/2018 - 18h10

Condições de repactuação da dívida dos produtores ainda não estão definidas

 

Will Shutter/Câmara dos Deputados
Reunião para discutir soluções para o endividamento do Setor Agrícola. Dep. Jerônimo Goergen (PP - RS)
Goergen: custo financeiro da repactuação é superior ao do Plano Safra

As condições da repactuação da dívida dos produtores rurais ainda não estão integralmente fechadas. Segundo o chefe do Departamento de Relacionamento Institucional e Gestão de Crédito Rural do BNDES, Carlos Viana, entre os pontos sem definição estão os tipos de créditos em atraso que poderão ser renegociados e a data de “corte” – os representantes do governo não querem incluir operações contratadas este ano. O banco também não sabe quanto disponibilizará para a repactuação das dívidas rurais.

O que já está negociado é que os encargos financeiros serão os resultantes da soma da TLP (taxa básica do BNDES) com taxa de juros de 4,7% ao ano, o que atualmente equivale a 11% ao ano. Produtores e cooperativas poderão alongar suas dívidas por até 12 anos, incluído dois anos de carência. Cada produtor poderá renegociar dívidas no valor total de R$ 20 milhões, segundo o executivo do BNDES.

A renegociação envolve débitos bancários e não bancários relacionadas à atividade agropecuária, como dívidas com fornecedores de insumos, como sementes e adubos. “Acredito que ficará numa amplitude interessante ao produtor, aquele que tem problemas estruturais e que vem de algum tempo com dificuldades econômicas e setoriais”, disse Viana.

O deputado Jerônimo Goergen disse que o custo financeiro da repactuação é superior ao do Plano Safra, mas é vantajoso para os produtores inadimplentes que estão tomando dinheiro emprestado fora do sistema bancário. “O custo é mais alto porque é uma operação de risco para o emprestador. Mas fora dos bancos ele [produtor] está pagando 3% ao mês. Isso é para desmontar qualquer sistema produtivo”, disse.

Reportagem - Janary Júnior
Edição – Wilson Silveira

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