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09/02/2018 - 14h22

Proposta quer sustar decisão e liberar agrotóxicos que contenham substância ‘Paraquate’

Billy Boss - Câmara dos Deputados
Reunião Ordinária. Dep. Luis Carlos Heinze (PP-RS)
Luis Carlos Heinze: produto é comercializado em 85 países

A Câmara dos Deputados poderá sustar resolução da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que proíbe o uso no País de agrotóxicos que contenham a substância ativa ‘Paraquate’ em sua composição (Resolução 117/17).

É o que pretende o Projeto de Decreto Legislativo (PDC) 817/17, do deputado Luis Carlos Heinze (PP-RS). “O setor agropecuário se depara com a proibição de uma das ferramentas mais importantes para o cultivo de várias das principais culturas nacionais - como a soja, cana-de-açúcar, milho, algodão e trigo”, observa Heinze.

O deputado argumenta que o Paraquate é registrado e comercializado em 85 países, entre os quais EUA, Canada, Austrália, Japão e Nova Zelândia, que, segundo ele, possuem os sistemas regulatórios mais exigentes do mundo. Para Heinze, o parecer da Anvisa fundamentou-se em argumentos políticos e não científicos.

O parecer da Anvisa que proíbe o uso de Paraquate conclui que o manuseio do produto pode levar a mutação genética e causar a doença de Parkinson.

Heinze rebate as conclusões da Anvisa baseando-se no parecer do órgão sanitário da Austrália (Australian Pesticides and Veterinary Medicines Authority (APVMA), o qual, segundo o deputado, concluiu em 2016 que não há relação causal do Paraquate com a doença de Parkinson ou com mutagenicidade.

Tramitação
O projeto será discutido e votado pelas comissões de Seguridade Social e Família; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Depois, será analisado e votado pelo Plenário da Câmara dos Deputados.

Íntegra da proposta:

Reportagem – Murilo Souza
Edição – Roberto Seabra

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Comentários

Cadicha Sastre | 15/02/2018 - 19h52
Já não chega a devastação das florestas, matas e cerrado que os grandes do agronegócio são os responsáveis e ainda querem envenenar ainda mais a população, contaminar nossos rios e lençol freático? Vale tudo em nome da alta lucratividade em benefício de poucos com tanto prejuízo às pessoas, ao nosso meio ambiente, ao nosso planeta? Spor que não ter culturas sustentáveis, isto é possível, basta vontade e interesse.
Cadicha Sastre | 15/02/2018 - 19h51
Já não chega a devastação das florestas, matas e cerrado que os grandes do agronegócio são os responsáveis e ainda querem envenenar ainda mais a população, contaminar nossos rios e lençol freático? Vale tudo em nome da alta lucratividade em benefício de poucos com tanto prejuízo às pessoas, ao nosso meio ambiente, ao nosso planeta? Spor que não ter culturas sustentáveis, isto é possível, basta vontade e interesse.
Sônia. | 15/02/2018 - 19h23
...e proibido em toda a União Europeia e muitos outros países do mundo! Vamos abrir o debate a todos do histórico deste e outros agroTÓXICOS no mundo e no Brasil...vamos chamar especialistas e estudos de diferentes frentes e opiniões...garanto que o tal deputado não se segura nos argumentos leves e nada técnicos, somente comerciais $$$$$$$. Mais respeito à vida e saúde das pessoas, por favor.