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06/07/2017 - 20h58

Representante da Emater pede incentivo aos produtores de erva-mate

Lucio Bernardo Jr./Câmara dos Deputados
Audiência pública sobre o cultivo, os usos e os benefícios da erva-mate
Audiência da Comissão de Meio Ambiente debateu o cultivo e os benefícios da erva-mate

O representante da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural do Rio Grande do Sul (Emater-RS), Ilvandro Barreto de Melo, afirmou que o governo precisa criar estratégias de apoio econômico ao produtor de erva-mate no Brasil. Ele esteve presente em audiência pública promovida nesta quinta-feira (6) pela Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável da Câmara dos Deputados.

“Temos que criar uma forma de estabilidade econômica para os produtores, eles precisam de mais viabilidade financeira dentro do próprio empreendimento”, afirmou o representante da Emater gaúcha.

Barreto de Melo explicou que a erva-mate, matéria-prima do chimarrão, só é cultivada em três países da América do Sul: Paraguai, Argentina e Brasil. Ele chamou a atenção, também, para um problema que pode trazer prejuízos financeiros para o País. “Precisamos de mais mão de obra, e o que preocupa é que a população rural está envelhecendo e, assim, a produção tende a cair. É necessário ter uma tecnologia atuante no setor”, afirmou.

Benefícios financeiros
O Brasil exporta, anualmente, cerca de 30 mil toneladas de erva-mate apenas para o Uruguai, que é o maior comprador do produto. Segundo o coordenador da Câmara Estadual da Erva-Mate do Rio Grande do Sul, Tiago Antônio Rick, o estímulo à produção de erva-mate fará a economia brasileira se desenvolver mais rapidamente.

“Só para o estado do Rio Grande do Sul, a exportação gera um montante avaliado em R$ 1,2 bilhão. O processo de venda abrange desde o produtor rural até a indústria de máquinas, que fornece equipamentos. Ou seja, pode gerar mais empregos também”, avaliou.

Thiago Antonio Rick disse, ainda, que o Rio Grande do Sul é o estado que mais produz erva-mate e o maior beneficiador. São 250 indústrias espalhadas pelo estado, 30 mil hectares de plantação e mais de 250 mil toneladas de produção da planta anualmente.

Benefícios à saúde
O representante da Escola Nacional do Chimarrão, Pedro Schwenberg, ressaltou que, apesar de a erva-mate ser usada principalmente para fazer chimarrão, a planta está presente em mais de 30 tipos de comidas. “Existe um livro que contém mais de 50 receitas que usam a erva-mate. Na Alemanha, há 26 tipos de refrigerantes que utilizam a planta”, afirmou.

Schwenberg também destacou as propriedades nutricionais e medicinais da erva-mate. “Tem vitamina A, B1, B2, C, sais minerais e mais de 190 princípios ativos”, explicou.

No entanto, ele criticou o baixo consumo da população. “E mesmo com esses benefícios, o Brasil e o mundo preferem consumir café no lugar do chimarrão. Isso é uma questão de falta de conhecimento”, disse.

Divulgação e pesquisa
O deputado Heitor Schuch (PSB-RS), que sugeriu o debate, recomendou o desenvolvimento de projetos para divulgação da planta pelo Brasil e de pesquisas relacionadas à erva-mate. “É necessário fortalecer e incentivar a pesquisa nacional a fim de identificar, desenvolver e criar novas variedades da planta erva-mate”, disse.

O parlamentar lidera a Frente Parlamentar Mista da Erva-Mate, lançada na quarta-feira (5). O objetivo do grupo, composto por 215 deputados e 15 senadores, é debater os desafios do setor e promover a culinária que utiliza a planta.

Reportagem – Igor Caíque
Edição – Pierre Triboli

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Comentários

Marialva Pereira | 07/07/2017 - 09h49
Finalmente uma matéria que fala de verdade de como fazer dinheiro e incentivar a cultura. Espero que saia do papel.