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28/03/2016 - 09h41

Refinanciamento das dívidas dos estados com a União é destaque do Plenário

A previsão é que cerca de R$ 45,5 bilhões deixarão de ir para os cofres do governo federal nos próximos anos. A sessão do Plenário está marcada para as 18 horas desta segunda-feira (28).

O projeto de lei complementar (PLP) que estabelece novas regras para o refinanciamento das dívidas dos estados com a União é o destaque do Plenário para esta última semana de março. Para ser analisado, o PLP 257/16, do Executivo, ainda precisa ter o regime de urgência aprovado.

O compromisso de votação foi feito pelo presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, com governadores e líderes partidários na última terça-feira (22).

A proposta é resultado de um acordo entre os governos estaduais e federal e prevê mais 20 anos de prazo para os estados pagarem suas dívidas com a União e mais 10 anos para o pagamento das dívidas com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

A previsão é que, se todos aderirem, cerca de R$ 45,5 bilhões deixarão de ir para os cofres do governo federal nos próximos anos.

O texto estipula ainda contrapartidas mais rígidas quanto ao controle de gastos dos estados, principalmente com pessoal. Entre elas, estão restrições a reajustes de servidores e à concessão de novos benefícios fiscais para empresas.

Se os estados implementarem leis com essas restrições e cumpri-las terão direito ainda a um desconto de 40% nas prestações mensais da dívida.

As sessões do Plenário ocorrerão a partir das 18 horas desta segunda-feira (28).

Crédito extraordinário
A única matéria que tranca os trabalhos é a Medida Provisória 710/16, que abre crédito extraordinário de R$ 1,472 bilhão para os ministérios da Integração Nacional (R$ 382 milhões); da Justiça (R$ 300 milhões); da Defesa (R$ 95,5 milhões); da Cultura (R$ 85 milhões); e do Turismo (R$ 10 milhões); e para encargos financeiros da União (R$ 600,1 milhões).

Na pasta da Integração Nacional, o crédito permitirá o atendimento às populações vítimas de desastres naturais por meio da oferta de cestas básicas e da distribuição de água em carros-pipa.

Já no Ministério da Justiça, os recursos serão destinados à aquisição de equipamentos de proteção individual para atuação da Força Nacional de Segurança Pública e à contratação de serviços, equipamentos e soluções de informática para garantir a segurança nos Jogos Olímpicos e Paralímpicos de 2016.

Vetos no Congresso
Em sessão marcada para as 19 horas desta terça-feira (29), o Congresso Nacional analisará 16 vetos que trancam os trabalhos. Entre eles estão aqueles ao projeto que trata da repatriação de recursos mantidos no exterior (PL 2960/15), transformado na Lei 13.254/16.

Um dos itens vetados destinava a estados e municípios parte dos recursos arrecadados; outro permitia a repatriação de joias e obras de arte.

A pauta inclui ainda vetos ao projeto de lei de diretrizes orçamentárias. Foram vetadas a proibição ao financiamento de obras no exterior pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a garantia de reajuste dos benefícios do Bolsa Família pelo IPCA acumulado de maio de 2014 a dezembro de 2015.

Confira a pauta completa para a semana na Câmara dos Deputados:

Íntegra da proposta:

Reportagem – Eduardo Piovesan
Edição – Regina Céli Assumpção

A reprodução das notícias é autorizada desde que contenha a assinatura 'Agência Câmara Notícias'



Comentários

Elisa | 30/03/2016 - 19h03
Projeto de lei absurdo, o servidor público assim como a população em geral trabalha para viver, o povo não pode pagar por uma administração ineficaz e ineficiente do governo. Não queremos esse projeto aprovado, não queremos mas prejuízo do que já estamos tendo!!!!
André Felipe Santos | 29/03/2016 - 12h54
Quem pensa que servidor público tem uma vida tranquila, repleta de benesses deveria abrir mão de FGTS, seguro desemprego e dissídio anual. Os servidores do estado de São Paulo estão há anos sem reposição inflacionária, têm ausências por saúde descontadas, só repostas quando autorizadas (presunção de má-fé, já viram?), têm promoções atrasadas, bonificações atrasadas, e pelo visto, Alckmin e Dilma estão abraçados, dando risada deixando a conta pelas gestões horríveis para os já sofridos servidores do mais rico estado da nação.
Martha | 29/03/2016 - 00h33
Uma vergonha. Por que não diminuem as mordomias e os salários destes políticos que nada fazem a não ser defender seus próprios interesses e acaba com esta farra de comissionados no serviço público? Não tenho culpa desta roubalheira desenfreada no país.pago meus impostos em dia... e com muito sacrifício.
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