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23/10/2006 - 14h14

Conheça a acusação contra Robério Nunes e sua defesa

Acusação:
O empresário Luiz Antônio Vedoin disse que conheceu o deputado Robério Nunes (PFL-BA) em 2004 e que acertou com ele o pagamento de uma comissão de 10% do valor de cada emenda de sua autoria que fosse executada por meio de empresas do esquema das sanguessugas.
Um depósito de R$ 10 mil em benefício do deputado, segundo o empresário, teria sido feito na conta corrente de Marco Túlio Lopes, a pedido de Robério Nunes. Lopes, de acordo com Vedoin, trabalhava na Valadares Diesel, concessionária da Mercedes-Benz em Governador Valadares (MG). Além disso, Vedoin alegou ter entregue pessoalmente ao deputado R$ 15 mil em espécie, em seu gabinete da Câmara.
Ainda segundo o depoimento de Vedoin, o próprio Robério Nunes se encarregou de fazer contatos com os prefeitos de municípios beneficiados por emendas para "acertar os detalhes do direcionamento das licitações".
No relatório parcial da CPMI, há também há transcrição da gravação de uma conversa telefônica na qual Vedoin e uma pessoa não identificada comentam a suposta participação do parlamentar no esquema de fraudes.

Defesa:
Robério Nunes afirma ter sido vítima de acusações falsas dos Vedoin, devido ao incentivo da delação premiada. Diz que nunca recebeu vantagem indevida em troca de apresentação de emendas e lamenta a forma como a CPMI das Sanguessugas conduziu seus trabalhos. "Todos foram jogados na vala comum - os que tinham contra si provas cabais e aqueles contra os quais havia somente indícios ou mera suspeita", critica Robério Nunes.
Em relação ao depósito na conta de Marco Túlio Lopes, o deputado lembra ter apresentado documento à CPMI "que demonstra que a importância depositada diz respeito a exclusivo interesse do favorecido [Lopes]".
O deputado contesta a veracidade da acusação quanto à entrega de R$ 15 mil em seu gabinete. "A suposição se deu exclusivamente com base nas declarações do senhor Luiz Antônio Vedoin", completa.
O primeiro contato com os Vedoin, segundo Robério Nunes, não ocorreu por intermédio de Coriolano Sales e sim por iniciativa dos empresários, que em 2004 teriam ido ao gabinete de Nunes para dizer que tinham facilidade de liberação das emendas do parlamentar no Ministério da Saúde.
Nunes apresenta documento que, segundo ele, comprova a Planam não participou de licitação no município de Dom Basílio, que teria sido feita com com base em emenda apresentada por ele, segundo depoimento de Vedoin. Quanto ao município de Anajé, o deputado observa que é adversário político do prefeito e, portanto, não há "a mínima possibilidade de ter havido contato" entre ambos.

Da Redação/JPJ e SC

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