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26/08/2002 - 09h35

Aécio Neves participa da Conferência Rio + 10

Após o término do esforço concentrado, na sexta-feira (30), o presidente da Câmara dos Deputados, Aécio Neves, viaja para a África do Sul, onde participa, em Johanesburgo, da Rio+10, Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento. O encontro aberto hoje prossegue até o dia 4 de setembro.
Pelo menos 60 chefes de Estado e 40 mil representantes de governos nacionais e de organizações não-governamentais devem participar da Cúpula de Johanesburgo, que vai avaliar o que foi feito nos últimos dez anos para garantir o desenvolvimento sustentável sem prejuízos ao ambiente global.

VANGUARDA
O presidente Aécio Neves acredita que a assinatura do Protocolo de Quioto antecipou a participação do Brasil na Rio+10. O texto do Protocolo foi ratificado em junho pelo Congresso Nacional e promulgado em julho pelo presidente da República. "A assinatura do protocolo é de enorme importância para o Brasil. Esse é o passaporte que o País utilizará para ocupar espaço determinante nas questões ambientais internacionais. O Brasil está hoje em posição de vanguarda, de extremo relevo na questão ambiental, e pode assumir definitivamente o papel de líder na construção de um futuro no mundo globalizado, sem os péssimos exemplos que alguns países desenvolvidos, em especial os Estados Unidos da América, têm dado nessa matéria", salienta Aécio.

PROTOCOLO DE QUIOTO
O Protocolo de Quioto é um acordo global sobre o meio ambiente para reduzir a emissão de gases poluentes - principais responsáveis pelo efeito estufa e o aquecimento global. O tratado estabelece a meta de reduzir até 2012 as emissões de seis gases causadores do efeito estufa para 95% dos índices registrados no ano de 1990.
O Protocolo já foi ratificado por 74 países signatários da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima. No entanto, só poderá vigorar se obtiver a adesão dos países mais poluidores.
Os Estados Unidos são o país que mais emite gases poluentes no mundo - responsáveis por aproximadamente 33% do total de emissões - e não querem ratificar o acordo. O presidente George W. Bush disse que o acordo prejudicaria a indústria norte-americana. A recusa dos EUA pode ameaçar a entrada em vigor do Protocolo.
Há, entretanto, um esforço internacional para buscar a adesão de países como a Rússia, Índia e Polônia.

RIO-92
Em 1992, o Rio de Janeiro sediou a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento, que ficou conhecida como Rio-92. No encontro, 155 países assinaram a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudanças do Clima, que passou a vigorar em 1994. Também conhecida como ECO-92, a reunião de cúpula dos países gerou a expectativa de uma maior consciência global para o uso dos recursos naturais sem danos ao ambiente, no entanto essa esperança foi frustrada por dificuldades colocadas pelos países ricos para implementar as recomendações negociadas a fim de garantir a melhoria do ambiente global. A pressão mais forte tem sido dos Estados Unidos.

RICOS X POBRES
Os ambientalistas criticam o presidente norte-americano, que já confirmou que também não vai participar da Cúpula de Joanesburgo.
Por outro lado, o presidente da Câmara, Aécio Neves, recebeu o apoio de ambientalistas para defender a posição brasileira de promover o desenvolvimento sustentável.
A expectativa é de que a Cúpula de Johanesburgo seja marcada pelo embate entre países ricos e pobres.

Por Sylvia Fonseca e Natalia Doederlein/ ACS

(Reprodução autorizada mediante citação da Agência)

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