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18/10/2007 - 18h18

Deputados pedem mais recursos para as Forças Armadas

Em sessão solene realizada nesta quinta-feira em homenagem ao Dia do Aviador, comemorado em 23 de outubro, vários deputados pediram mais recursos para as Forças Armadas e melhores salários para seus profissionais, em especial os controladores de vôo, além de celebrar a importância e a excelência da corporação e do setor aeronáutico nacional.

O Dia do Aviador foi criado por lei, em 1936, em homenagem ao primeiro vôo de Alberto Santos Dumont, realizado em Paris, no dia 23 outubro de 1906.

O 2º vice-presidente da Câmara, deputado Inocêncio Oliveira (PR-PE), lembrou que já em 1935 o Correio Aéreo Nacional chegava à Amazônia para levar, além de correspondências, mantimentos e remédios. De acordo com ele, no entanto, dados fornecidos pelo comandante da Aeronáutica, tenente-brigadeiro Juniti Saito, mostram a necessidade de investimentos no setor, pois, dos 719 aviões da FAB, somente 267 encontram-se em plena atividade.

Crise aérea
O líder da Minoria, deputado Zenaldo Coutinho (PSDB-PA), salientou a importância do pioneirismo de Santos Dumont e a atuação dos profissionais da defesa nacional. Ao lembrar a crise aérea dos últimos meses, o deputado criticou os baixos salários dos controladores de vôo e defendeu a valorização desses profissionais. "Os controladores devem ser mantidos em sua condição de militares, e a remuneração de todos deve ser eqüitativa e equilibrada", afirmou.

A crise aérea também foi citada pelo líder do PSC, deputado Hugo Leal (RJ), que destacou o papel do Comando da Aeronáutica. Ele ressaltou que a instituição, pela primeira vez em seus 66 anos de história, foi chamada a participar de uma Comissão Parlamentar de Inquérito. Leal também destacou a presteza dos militares em depor, principalmente a do comandante da Aeronáutica.

Recursos do Orçamento
O líder do Psol, deputado Chico Alencar (RJ), ressaltou o legado de Santos Dumont e disse que o destino das Forças Armadas e da Força Aérea, em especial, "é de grandeza e espírito público". Ele criticou o fato de que 36,5% do Orçamento das Forças Armadas são contingenciados pelo governo, "retirando o elemento fundamental para garantir soberania nacional, destino democrático e justiça social no País".

Ex-presidente da Câmara, o deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP) alertou que, se o Brasil não desejar ser apenas uma referência geográfica no mapa mundial, precisa cuidar das suas instituições militares, "para que o mundo não seja dividido entre nações que podem levar a guerra fora das suas fronteiras e nações inibidas de promover exercícios militares dentro do seu próprio território, dada aí a razão, a importância e a atualidade de uma Força Aérea forte, capaz de defender as nossas fronteiras, nosso espaço aéreo, a dignidade da nossa Pátria e do nosso povo", afirmou.

Presidente da Frente Parlamentar da Aeronáutica, o deputado Marcelo Ortiz (PV-SP) também pediu condições materiais para os comandos das forças militares. "Temos de dar condições a todos eles, pelo menos no que se refere à igualdade salarial para quem é titular da responsabilidade da defesa e da soberania do País", afirmou.

Excelência científica
O presidente da Câmara, Arlindo Chinaglia, ressaltou que a excelência científica e tecnológica da indústria aeronáutica do Brasil é fruto de investimentos do Estado. Atualmente, disse, essa indústria é uma das quatro maiores do mundo. "Devido à excelência científica e tecnológica e à competitividade internacional, nossas aeronaves são vendidas para 63 países dos cinco continentes e ocupam o segundo lugar na pauta de exportações do País", destacou.

Autor do requerimento para a realização da sessão, o líder do PMDB, deputado Henrique Eduardo Alves (RN), também destacou a competência do setor aeronáutico do País. "Desde que o homem conseguiu voar, o Brasil esteve na vanguarda tecnológica", observou. Na opinião do deputado, lembrar grandes nomes da aviação nacional, como Santos Dumont e o brigadeiro Eduardo Gomes, significa resgatar a auto-estima do brasileiro.

Reportagem - Maria Neves
Edição - Rosalva Nunes


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