Ana Perugini participa de audiência pública sobre rede de proteção à mulher

23/06/2016 12h22

A deputada federal Ana Perugini, coordenadora-geral da Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos Humanos das Mulheres, participa, nesta sexta-feira (24), de uma audiência pública para avaliar a estrutura da rede de atendimento a mulheres vítimas de violência, na região de Campinas. O debate ocorre a partir das 14h, na Câmara de Hortolândia.

“As delegacias de defesa da mulher do Estado estão funcionando em condições precárias, com poucos funcionários e pessoas sem a capacitação necessária para acolher as vítimas, que chegam fragilizadas e precisam de atendimento humanizado, feito com privacidade e por policiais femininas”, explica a deputada.

Para a parlamentar, a audiência é mais uma oportunidade para mapear a rede de atendimento e apontar o que precisa ser implantado. “Hortolândia, por exemplo, tem mais de 200 mil habitantes. Pela norma técnica federal, já deveria ter uma Delegacia da Mulher”, diz Ana, que é 2ª vice-presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara Federal.

O encontro ocorre pouco mais de um mês depois do estupro coletivo de uma adolescente de 16 anos, no Rio de janeiro. O crime desencadeou um amplo debate sobre a cultura do estupro no país e chamou a atenção da sociedade para a necessidade de ações que protejam as mulheres e coíbam esse tipo de crime.

Além da deputada federal Ana Perugini, a audiência reunirá a deputada estadual Márcia Lia (PT), coordenadora da Frente Parlamentar em Defesa dos Direitos Humanos das Mulheres no Estado de São Paulo; e o vereador Carlos Roberto de Oliveira, o Carlão do PT, de Campinas.

O debate está sendo organizado pela Câmara de Hortolândia, com apoio da frente, da Prefeitura de Hortolândia, por meio do Departamento de Políticas Públicas para Mulheres, e do Conselho Municipal dos Direitos da Mulher.

Em abril, o tema foi discutido em uma audiência pública, na Câmara de Campinas. Na ocasião, o debate foi motivado por uma representação feita pelo vereador Carlão ao Ministério Público. No documento, o parlamentar, que preside a Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania do Legislativo campineiro, denunciou o atendimento precário na DDM local, que funciona de segunda a sexta, em horário comercial, e não consegue atender à demanda. A unidade registra cerca de dez mil ocorrências por ano, e as vítimas esperam até quatro horas por atendimento.


Ascom