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Maia e secretário da OEA discutem alternativas de ajuda à Venezuela

Presidente da Câmara anunciou a realização de um evento com parlamentos da América do Sul e da Europa para tratar do assunto. Luis Almagro cobrou a realização de eleições para legitimar governo venezuelano
10/04/2017 17h55

J Batista

Maia e secretário da OEA discutem alternativas de ajuda à Venezuela

Rodrigo Maia também cobrou participação do Vaticano na solução dos conflitos

A crise política, econômica e social da Venezuela foi tema de uma reunião entre o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, e o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), Luis Almagro, ocorrida nesta segunda-feira (10). Durante o encontro, Maia reiterou sua disposição de promover na Câmara, no dia 23 de maio, um evento que reunirá representantes dos parlamentos da América do Sul, Espanha, Itália e de Portugal para assegurar um maior engajamento na restauração do diálogo institucional na Venezuela.

Durante a reunião, Rodrigo Maia também cobrou uma postura mais incisiva do Vaticano na solução dos conflitos no país vizinho e criticou a manifestação de bispos brasileiros que protestam contra as propostas do ajuste fiscal no Brasil, como a reforma da Previdência.

“É importante cobrar do Vaticano uma participação mais efetiva para colaborar com a estabilidade. O Vaticano tem um papel importante, porque há um grupo de bispos muito à esquerda, que inclusive interferem em temas econômicos no Brasil, o que não é papel da igreja”. Maia se referiu, especificamente, ao caso de padres de algumas paróquias que utilizaram folhetos para criticar a reforma durante missas no último domingo.

O presidente da Câmara também alertou para o a necessidade de o Brasil oferecer ajuda humanitária aos venezuelanos que ultrapassaram a fronteira, mas destacou a importância de essa ajuda ocorrer em território venezuelano, pois, com a entrada em território brasileiro, os estrangeiros acabam gerando “tensão com os moradores” das cidades, especialmente em Boa Vista.

“Tudo o que pode ser feito está sendo, mas os programas sociais são finitos. Isso está provocando tensão com os moradores, pois nossa capacidade de ajuda é limitada, já que vivemos uma grave crise econômica”, disse Maia.

Luis Almagro, por sua vez, declarou que a o governo venezuelano está rejeitando ajudas humanitárias internacionais, e afirmou que a única solução para a crise é a realização de novas eleições. “A Venezuela precisa de um governo legítimo, que permita ao país o acesso a recursos financeiros e à ajuda internacional”, defendeu.

Também participaram da reunião, pelo lado brasileiro, os deputados Rubens Bueno (PPS-PR), Benito Gama (PTB-BA), Bruna Furlan (PSDB-SP) e Giacobo (PR-PR). 

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