Especialistas debatem expansão do conhecimento científico para regiões brasileiras

06/12/2016 12h05

Foto e legenda: Agência Câmara de Notícias

Especialistas debatem expansão do conhecimento científico para regiões brasileiras

Lippi: Meta é criar núcleos de planejamento coordenados por pesquisadores de universidade e com participação de atores locais, incluindo instituições públicas e privada

O Centro de Estudos e Debates Estratégicos da Câmara dos Deputados (CEDES) reuniu nesta sexta-feira (6), em Brasília, especialistas em pesquisa e extensão universitária, com o objetivo de repensar o modelo de desenvolvimento regional do País. A ideia do encontro é facilitar a aplicação do conhecimento científico produzido pelas universidades em ações e projetos que valorizem potencialidades microrregionais brasileiras. 

Relator da proposta no CEDES, o deputado Vitor Lippi (PSDB-SP) destacou que a meta é criar núcleos de planejamento coordenados por pesquisadores de universidade e com a participação de um conjunto amplo de atores locais, incluindo instituições públicas e a iniciativa privada.

“A relação entre as universidades e o desenvolvimento regional é um dos estudos do CEDES deste ano. Nossa proposta é que as universidades possam fazer o planejamento local em diversas regiões do País e fortalecer as economias e os sistemas produtivos desses locais”, disse Lippi, ao comentar a intenção de criar um arranjo institucional envolvendo mais de 28 instituições, entre as quais, o Fórum de Pró-Reitores de Pesquisa e Pós-Graduação (FORPROP); a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (EMBRAPII); a Frente Nacional de Prefeitos (FNP); e o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

Desenvolvimento de projetos
Segundo o presidente do Fórum de Pró-Reitores de Pesquisa e Pós-Graduação (FOPROP), Isac Almeida de Medeiros, a proposta é fundamental para auxiliar diversos municípios brasileiros a desenvolverem ações e projetos. “As universidades podem ajudar muito os municípios a elaborar e formatar projetos, de maneira que eles possam ter os recursos para sua execução garantidos”, disse Medeiros, destacando ainda a importância da participação de agentes de fomento, como o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). “Para fazer pesquisa, além de cérebro, é necessário infraestrutura”, completou.

Ao comentar a aprovação da Emenda Constitucional (EC) 85, pensada para melhorar a articulação entre o Estado e instituições de pesquisa públicas e privadas, a ministra em exercício da Ciência, Tecnologia e Inovação, Emília Ribeiro, disse que considera fundamental descobrir como as universidades podem fazer mais pelo desenvolvimento das regiões do País. 

“Nós precisamos fazer algo que tenha continuidade. Para isso, estamos deixando aqui a estratégia nacional de ciência e tecnologia para ser estudada por este Conselho de Estudos, para ser aprimorada, e aí a cereja do bolo seria um projeto de sistema nacional de ciência e tecnologia, um projeto amplamente debatido e que saia desta casa”, disse a ministra, ao defender a integração dentre instituições. A ministra também comentou a dificuldade de muitos municípios do País de disporem de recursos e pessoal qualificado para realizar o planejamento de ações e projetos regionais. 

O Centro de Estudos e Debates Estratégicos integra o sistema de consultoria e assessoramento institucional da Câmara e é responsável por formular políticas públicas e por estudos de viabilidade de natureza tecnológica, ambiental, econômica, social, política e jurídica de programas e projetos governamentais. Nos últimos anos, o centro realizou estudos sobre mobilidade urbana, gestão das águas e sobre minerais estratégicos.

Reportagem – Murilo Souza 
Edição – Luciana Cesar

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